A ação "Vitória de Pirro" tem como foco das investigações o pagamento de propinas destinados a evitar que empreiteiros fossem convocados para as comissões parlamentares da Petrobrás. 

O Senador Gim Argello foi mais um dos nomes citados nas delações de Delcídio do Amaral e por Ricardo Pessoa, presidente da UTC, e segundo evidências colhidas pelo MPF, Argello teria pedido propinas milionárias a duas empreiteras, a UTC, e a OAS(já investigadas pela Operação #Lava Jato), totalizando um total de R$5 milhões e 350 mil.

Ação "Vitória de Pirro"

Segundo a Polícia Federal, o objetivo principal da ação seria investigar possíveis ilícitos e irregularidades na CPI e na CPMI da Petrobrás dos anos de 2014 e 2015, até agora foram expedidos 22 mandados judiciais, sendo que 2 prisões temporárias e uma preventiva, 5 conduções coercitivas e 14 de buscas e apreensão.

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O Senador Gim Argello foi até então o único que teve que ser preso preventivamente

Foram presos temporariamente o assessor do Senador Argello, Paulo Cesar Roxo Ramos, e o secretário-geral da Câmara Legislativa do DF Valério Neves Campos.

Foram feitas várias conduções coercitivas até o momento, entre eles estão: Jorge Argello Jr (filho do Senador), Roberto Zardi Ferreira Jorge, Dilson de Cerqueira Paiva Filho, Gustavo Nunes da Silva Rocha, e Marcos Paulo Ramalho, todos esses indivíduos foram levados a prestar depoimento para a Polícia Federal.

Os demais que tiveram a prisão processual decretada serão levados de Brasilia para Curitiba para a sede da PF às 14 horas.

Vale ainda ressaltar que as prisões temporárias por lei têm prazo de validade de 5 anos mas vencido o prazo, a critério do juiz esta pode ser convertida em preventiva sem prazo estabelecido de tempo.

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Propinas disfarçadas de doação eleitoral

Para a Polícia Federal não há dúvida de que o Senador tentou frustar o depoimento de empreiteiros mediante pagamentos indevidos disfarçados de doações eleitorais, o que caracteriza o crime de concussão ativa previsto no Art 316 do código Penal.

O delator Walmir Pinheiro Santana, que é ex-diretor financeiro da UTC, em depoimento à Procuradoria Geral da República afirmou que a 2 anos atrás houve um acordo entre Ricardo Pessoa (dono da empresa) e Gim Argello com o intuito de livrar Ricardo Pessoa de ser chamado a depor em troca de um repasse de dinheiro para indivíduos apontados pelo Senador.

A prisão de Ricardo Pessoa aconteceu na 7º fase da Lava Jato e cumpre pena de prisão domiciliar por ter sido apontado como chefe de um grupo de empreiteiras que combinavam resultados de licitações.

Em depoimento Ricardo Pessoa disse que de R$5 milhões destinados a propina deveriam ser distribuídos a quatro partidos políticos no DF: Partido da Mobilização Nacional (PMN) receberia R$1,15 milhões, Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) receberia R$1,15 milhões, Partido da República (PR) receberia R$ 1 milhão e Partido dos Democratas(DEM) receberia R$1,1 milhões.

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Além de propinas pagas a OAS e UTC o MP ainda investiga pedidos de vantagem indevida feitos a outras empresas. #Corrupção #Crise no Brasil