Vários senadores da República - em sua maioria, petistas - juntaram-se para ingressar com reclamação disciplinar contra o Juiz Federal Dr. Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato e congêneres. Entre eles estão: Ângela Portela (PT-CE),- Donizeti Nogueira (PT-MG),- Fátima Bezerra (PT-RN),- Regina Sousa (PT-PI),- Humberto Costa (PT-SP),- Paulo Rocha (PT-PA),- Lindbergh Farias (PT-RJ),- Gleisi Hoffmann (PT-RS),- Jorge Viana (PT-AC),- José Pimentel (PT-CE). Além destes, mas provenientes de outras agremiações políticas, estão: Lídice da Mata (PSB-BA),- Roberto Requião (PMDB-PR),- Telmário Mota (PDT-RR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

A referida reclamação disciplinar deu entrada no último dia 22 de abril do corrente ano, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com fulcro na autorização do magistrado em tela, quanto à divulgação de gravações telefônicas entre o ex-presidente Lula e a atual presidente, Dilma Rousseff.

Publicidade
Publicidade

A medida disciplinar está inserida na Lei Orgânica da Magistratura (Lomam). Alegam os impetrantes, ainda, que o juiz Sergio Moro abusou da sua autoridade ao ferir a garantia do sigilo telefônico. Todavia, tal argumento não se sustenta, visto que o interesse público associado ao princípio constitucional da publicidade, se sobrepõem ao direito de sigilo das conversações telefônicas.

A questão que encerra a denúncia em tela suscita dúvidas. Em realidade, pode ser entendida como um legítimo "tiro no pé" dos denunciantes, temerosos dos resultados que ainda advirão do processo da Operação Lava Jato, cujos rescaldos poderão alcançá-los em determinado ponto dessa mega-investigação, ainda em andamento. 

Outro ponto importante que sobressai dessa "revolta senatorial" é o altamente duvidoso conjunto dos denunciantes: a maioria do Partido dos Trabalhadores e agremiações coligadas, junto a apenas dois senadores de outros partidos.

Publicidade

Os partidos ditos "de esquerda" já são, de per se, fontes dignas de interrogantes quanto à lisura dos seus componentes políticos (senadores e deputados federais), envolvidos na longa lista de escândalos atribuídos ao atual Governo Federal e sustentados pelos parlamentares próprios e coligados. Apenas este singelo argumento já seria mais que suficiente para colocar em "banho-maria" a supracitada denúncia.

Pelo visto, o processo de impedimento da atual mandatária ainda deverá render novas e inusitadas reviravoltas até que se alcance o verdadeiro desiderato da suspensão presidencial pelo prazo de 180 dias. #Crise no Brasil #Congresso Nacional #Dentro da política