Senadores enviaram um documento em formato de carta ao ministro Jaques Wagner, onde pedem a renuncia da presidente. A carta direcionada a Dilma Rousseff, foi uma estratégia de 10 senadores e teria a participação do ex-presidente Lula. No documento, o grupo de senadores pede que ela aceite renunciar ao mandato. Solicitam ainda, que Dilma dê apoio a uma proposta de emenda constitucional, para realização de uma nova eleição no mês de outubro. As eleições ocorreriam para um mandato tampão de dois anos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria pedido em encontro com senadores nesta quarta-feira (27), que a carta fosse entregue a Dilma.

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Lula seguiu dizendo que o documento têm como objetivo apelar pela coragem e grandeza da presidente. O documento contém a assinatura de senadores do PSB, PT, PMDB, PSB, PC do B, REDE e PDT.

Em encontro com os senadores Randolfe Rodrigues (REDE AP), Angela Portela ((PT RR) e Telmario Mota (PDT RR), no Palácio do Planalto, Jaques Wagner se comprometeu a entregar a carta para a presidente. Randolfe Rodrigues pediu que a resposta fosse rápida, uma vez que segundo ele, esta seria a solução para crise e continuou, declarando que Dilma Rousseff ainda é a presidente do país, por isso entende a legitimidade da proposta.

O grupo de senadores se encontrou com Lula na casa da senadora Lídice da Mata (PSB BA). Lídice é uma das autoras da PEC para novas eleições e contra o impeachment. Após o encontro com o ex-presidente, alguns dos senadores procuraram por Marina Silva (REDE) e Aécio Neves (PSDB).

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No encontro Aécio reafirmou seu apoio ao impeachment e completou dizendo que sempre defendeu eleições pelas vias constitucionais.

Dilma, Lula e Jaques Wagner almoçaram juntos no princípio desta semana no Jardim da Alvorada, de acordo com relatos, Wagner estaria certo de que esta seria a melhor alternativa para a presidente Dilma Rousseff e o partido do PT. Ele acredita que uma nova eleição seria um contragolpe, onde viria a dar discurso para às bases sociais e à militância. #Governo #Crise no Brasil #Crise-de-governo