O clima ficou realmente tenso na sessão da Comissão Especial de Impeachment da Câmara dos Deputados, realizada na tarde desta segunda-feira (04). Houve muita discussão e briga entre os deputados que defendem o governo Dilma e a oposição, que quer a petista fora da presidência. Até o boneco de Lula, conhecido como "Pixuleco", foi levado pela oposição para reforçar o protesto.

Em razão da tensão e do nervosismo dos presentes, a opção foi servir um suco de maracujá para tentar acalmar os ânimos, mas parece que o efeito não foi suficiente, pois a discussão continuou e, por várias vezes, foi preciso que o deputado Rogério Rosso, presidente da Comissão, pedisse que os presentes se acalmassem.

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Como o bate-boca parecia não ter fim, Rosso ainda brincou e disse que o suco de maracujá tinha acabado, mas que ele encomendou pelo menos mais 30 caixas para tentar acalmar aqueles que estavam com os nervos à flor da pele.

A sessão teve início por volta das 15 horas e foi marcada por diversas manifestações de deputados que, desde a semana passada, estavam aguardando a oportunidade de se pronunciarem. Logo na primeira questão de ordem, o tumulto começou, pois os deputados que apoiam #Dilma Rousseff solicitaram que a presidente deixasse de ser defendida pelo advogado geral da união e passasse a contar com os serviços de um profissional dativo da comissão. A justificativa para tal solicitação é que a defesa da presidente é pessoal. Foi aí que o deputado Arnaldo Faria de Sá se dirigiu à presidente usando o termo "criminosa" e a discussão mais uma vez começou.

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O presidente da comissão não aceitou o pedido, porque já está previsto que a defesa de Dilma será feita pela Advocacia Geral da União, e que ela tem o direito de escolher alguém que participe desta comissão para ser o seu defensor.

E o clima ficou ainda mais tenso quando o deputado Marcelo Aro, líder do PHS, usou o "Pixuleco" para atacar Lula e ainda disse que o atual governo se transformou em um "balcão de negócios" se referindo à atitude de Dilma de negociar cargos em troca de apoio dos partidos. #Impeachment #Crise no Brasil