A presidente da república, Dilma Vana Rousseff, enfrenta  um dos momentos mais difíceis de seu mandato como chefe de Estado, a partir do prosseguimento de seu processo de impedimento, que encontra-se instalado no Senado Federal, sob a presidência do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), após a admissibilidade do #Impeachment ter sido aprovada por uma ampla maioria na Câmara dos deputados, presidida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A presidente Dilma desferiu fortes críticas a quem ela chama de "articuladores do processo de impeachment", que, segundo ela, não possuem legitimidade para derrubá-la, já que muitos dos quais, são alvos de processos de investigação na Justiça.

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A presidente ressalta ainda que os articuladores querem "eleição indireta travestida de impeachment", declarou nesta sexta-feira (22), em entrevista na residência do ex-chanceler brasileiro e atual representante do país na ONU, Antonio Patriota.

STF não respalda o termo 'golpe'

Ainda em Nova York, após participar da Conferência Mundial sobre assuntos relativos ao clima no planeta, Dilma rebateu alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirmaram que não existe um processo de golpe contra o mandato da presidente, além de respaldarem o pleno funcionamento e a normalidade das instituições brasileiras, inclusive o próprio Supremo, em torno de todo o processo de impedimento que encontra-se, por hora, em análise no Senado Federal. Segundo a presidente, os ministros do STF não poderiam ter se manifestado publicamente sobre o tema do impeachment, após a votação da Câmara, pela sua admissibilidade.

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Ainda, de acordo com Dilma, os ministros "não deveriam emitir opinião, porque vão me julgar", referindo-se às entrevistas de três ministros da Corte, que rejeitaram o termo "golpe": Celso de Mello, Gilmar Mendes e José Antônio Dias Toffolli. Na última quarta-feira(20), o ministro decano do STF, Celso de Mello, afirmou que chamar o processo de impedimento da presidente, caracterizando-o como "golpe", é um "gravíssimo equívoco", segundo suas palavras. Os ministros Toffolli e Mendes fizeram declarações parecidas. Dilma pretende ainda que seja aplicada a "cláusula democrática" do Mercosul, em que seja relatado que existe "um golpe em curso no país", porém, não se referiu sobre a iniciativa de membros do #Governo, do PT, e até de oposição, sobre a realização eleições presidenciais antecipadas.  #Dilma Rousseff