A crescente ruptura política vivida em Brasília não está sendo desconsiderada pelo Comitê Rio 2016, que tem a incumbência de gerenciar a organização das Olimpíadas no Rio de Janeiro. O quadro político causa um certo dilema com relação ao chefe de estado brasileiro que deverá estar na abertura, marcada para 5 de agosto. Segundo uma reportagem divulgada pelo site Terra, Michel Temer será convidado para representar o executivo.

No momento, o vice-presidente da República já externou publicamente que vai acompanhar "respeitosa e silenciosamente" a decisão do Senado Federal sobre o #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff. A Câmara Alta, nessa semana, segue dando continuidade aos trabalhos de sua Comissão Especial.

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A votação em plenário deverá ocorrer no dia 12 de maio. Uma maioria simples de votos afasta Dilma por 180 dias, e até o governo já reconhece essa probabilidade.

Para se manter a todo custo longe das polêmicas oriundas do cenário político, o comitê organizador dos Jogos deverá chamar apenas Temer para a abertura oficial. Dilma, desta forma, não presenciará o evento. Em entrevista nesta semana à norte-americana CNN, ela disse que "ficarei muito triste", no caso de não ser a presidente durante a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro.

No próximo dia 3 de maio, Carlos Nuzman, presidente do Comitê, estará em Brasília no evento que iniciará o revezamento da tocha olímpica pelo país. Após essa data, não há mais nenhum compromisso oficial previsto entre o Comitê com a presidente da República.

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#Rio2016