O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que é relator da Operação Lava Jato na Corte, autorizou a abertura de mais dois inquéritos contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Agora, com essas novas denúncias, já são cinco os objetos de investigação contra o parlamentar que correm no STF.

O procurador da República, Rodrigo Janot, foi o responsável pelo pedido de investigação autorizado por Zavascki. Essas novas investigações contra #Eduardo Cunha correm em segredo de Justiça, o que se sabe é que tratam de crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Além desses dois pedidos já aprovados pelo ministro do STF, Janot declarou na última sexta-feira (22), durante viagem aos Estados Unidos, que irá apresentar mais duas denúncias contra Eduardo Cunha “em breve”.

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Outras investigações no STF

O presidente da Câmara está bastante enrolado na Suprema Corte. Eduardo Cunha já se tornou réu na Lava Jato, em março, após uma votação no plenário do STF que decidiu por 10 votos a 0 acolher a denúncia da PGR sobre a suspeita de ter recebido US$ 5 milhões como propina por contratos firmados da Petrobras.

Eduardo Cunha ainda é investigados por outras duas frentes: uma por novamente ter recebido propina, dessa vez por obras no Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. A segunda pelas famosas contas na Suíça, as quais o deputado teria usado para receber diversos pagamentos de propina.

Afastamento

Além dos inquéritos abertos e de ter se tornado réu, o STF ainda possui em aberto um pedido para afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados por supostamente estar interferindo no processo de investigações contra ele.

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Esse pedido foi entregue ao STF em dezembro, porém, até agora não foi julgado – e não há ainda prazo para sê-lo.

Esse afastamento também foi apresentado pela Procuradoria Geral da União, em que se baseava em 11 fatos/atitudes que mostravam o presidente da Câmara se utilizando de seu cargo em benefício próprio para atrapalhar o prosseguimento das investigações da Operação Lava Jato.

Argumento da defesa

A defesa de Eduardo Cunha informou em nota que Rodrigo Janot trabalha de forma seletiva contra o deputado com o objetivo de prejudica-lo e constrange-lo. Falou ainda que a PGR deveria investigar com a mesma velocidade denúncias contra outros nomes envolvidos na Lava Jato. #Dentro da política #Crise-de-governo