O rito do #Impeachment da presidente da República #Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores) no Senado deverá seguir o mesmo rito que foi usado em 1992, durante o processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 20, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, que deve enviar ao Senado, provavelmente na próxima semana, o roteiro oficial para ser seguido pelos senadores.

O procedimento definido por Ricardo Lewandowski, e que já conta com o apoio e a aprovação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), recebeu duras críticas de alguns parlamentares e também por determinados ministros do STF.

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Os parlamentares insatisfeitos com a definição do rito acusam Lewandowski e Calheiros de tentar postergar a conclusão do impeachment.

Já o ministro Gilmar Mendes, chegou até mesmo a ironizar os presidentes do STF e do Senado, afirmando que, na definição do rito, “faltou apenas a dupla detalhar o momento no qual o café seria servido para os senadores”, tamanho é o zelo de ambos para a definição do processo de impeachment.

Ainda com relação ao rito, a única divergência em comparação a 1992 é que, neste atual processo, a presidente Dilma Rousseff será interrogada por todos os senadores, mas após a fase da instrução probatória, feita pela comissão especial, que vai definir se Dilma cometeu, ou não, crime de responsabilidade. #Crise-de-governo