O Supremo Tribunal Federal decidiu hoje adiar o julgamento da nomeação do ex-presidente #Lula para a Casa Civil do Governo #Dilma Rousseff e não definiu data para que ele ocorra. Com a decisão, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva não pode assumir o cargo, ficando sua nomeação suspensa até que o julgamento se realize. Toda a investigação que envolva Lula deve ser enviada ao STF, por força de uma decisão do ministro Teori Zavascki, que gerou muitas críticas nas redes sociais.

O adiamento foi criticado pelo advogado geral da União, José Eduardo Cardozo. "Temos plena convicção de que a nomeação é absolutamente legal. A presença do ex-presidente Lula no governo é de grande importância.

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É por isso que ele foi nomeado, não há outra razão. Para o governo é uma pena, porque ele teria um papel muito importante na Casa Civil", disse.  

Nomeação polêmica

O ex-presidente Lula foi nomeado como ministro da Casa Civil do Governo Dilma no dia 17 de março, de forma bastante tumultuada e que causou muita polêmica. O juiz Sérgio Moro divulgou conversas telefônicas gravadas com autorização da justiça entre Lula e Dilma e entre Lula e Jaques Wagner, até então ministro da Casa Civil. As gravações levantaram fortes suspeitas de que Dilma estaria nomeando Lula apenas para que este escapasse das investigações de Moro por força do foro privilegiado a que todas as autoridades têm direito.

Com isso, partidos de oposição entraram com ações no Supremo para barrar a posse, o que foi garantido por decisão liminar (provisória) do ministro Gilmar Mendes, no dia 18 de março.

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O Palácio do Planalto reagiu por meio da Advocacia-Geral da União (AGU). A intervenção da AGU dizia que Moro não poderia ter divulgado os telefonemas e que as investigações deveriam ser enviadas ao STF, pois pessoas com foro privilegiado haviam tido suas conversas telefônicas gravadas e tornadas públicas.

O ministro Teori Zavaski acolheu o pedido da AGU e determinou que as investigações envolvendo Lula deveriam ser enviadas ao Supremo, mesmo que o ex-presidente estivesse com sua nomeação suspensa.

Na sessão de ontem, apenas o ministro Marco Aurélio Mello se posicionou contra o adiamento, que foi solicitado por Teori Zavascki e aceito pelos outros ministros. O motivo do pedido foi baseado no fato de que há ainda outras duas ações sobre o mesmo assunto pendentes, sob relatoria do ministro Teori Zavascki. #Lava Jato