O vice-presidente da República #Michel Temer (PMDB) vai propor, caso assuma mesmo a presidência do Brasil no Palácio do Planalto, em Brasília, uma redução do total de atendidos no programa Bolsa Família. A informação está contida no documento denominado: “A Travessia Social”, e foi divulgada nesta quinta-feira, 28 de abril, pelo jornal O Estado de São Paulo.

O objetivo da proposta, segundo o “Estadão”, é focar os “5% mais pobres do País”, que correspondem exatamente ao número de 10 milhões de habitantes.

O documento foi elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, que, por sinal, é ligada ao PMDB, e já pode servir de base para uma possível plataforma de governo de Michel Temer.

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Além da redução no número de atendidos dentro do programa Bolsa Família, o documento também propõe uma avaliação criteriosa de cursos do Pronatec, programa de cursos técnicos e profissionalizantes, também criado pelo atual Governo Federal.

Apesar das primeiras propostas já terem sido divulgadas pela imprensa, o documento, contendo todas as diretrizes de governo de Michel Temer, somente deve ser divulgado oficialmente no início da próxima semana, no site da FUG. Ainda com relação ao documento “A Travessia Social”, a meta principal é revitalizar as mais fortes “vitrines” que sustentaram o PT no governo nos últimos 14 anos (2003-2016).

Um detalhe importante relacionado ao documento, e observado pelos especialistas políticos, é o teor bastante crítico do texto quando este aborda a forma de governo da atual presidente da República #Dilma Rousseff (PT), sobretudo, com relação à condução dos já referidos programas sociais, sendo esta mais uma evidência do grande acirramento político por qual passa o Brasil.

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Temer x Dilma

Para o especialista Jaime Pondé, sociólogo e cientista político, o documento do PMDB indica que um possível Governo Temer deverá tentar melhorar programas sociais criados pelo PT, como tentativa de ganhar a confiança da população.

“É uma tentativa arriscada, mas, em política, sempre há e haverá risco. As primeiras propostas de governo apresentadas pelo PMDB são ousadas e audaciosas. Pode ser um ‘tiro no pé’ tentar mexer em programas sociais, mas, por outro lado, se der certo, pode ser um ‘gol de placa’. Tal documento indica que Michel Temer vai priorizar mesmo os programas sociais criados pelo PT, esta é uma tentativa clara de ganhar a confiança da população, caso os peemedebistas conduzam melhor os programas do que fizeram os petistas.”, explica Pondé.

“No entanto, acredito que o PMDB pode se complicar por já está deixando escapar propostas de governo, sem nem mesmo esperar se definir a situação da presidenta Dilma Rousseff. Isso demonstra certa ansiedade e ganancia do partido para assumir logo o ‘trono’.

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Tem muita ‘cobra’ interessada em participar desse possível governo, e isso está fazendo com que as coisas avancem rápido demais. Nem Temer, nem Dilma, e nem ninguém, poderá mudar as coisas rápidas demais. A situação atual do país exige cautela no governo, e o PMDB já está dando evidências que de cauteloso não tem nada.”, conclui o especialista. #Crise-de-governo