Com uma postura incisiva e determinada, o ex-presidente #Lula criticou fortemente o atual vice #Michel Temer, presidente do PMDB, neste sábado, em ato no Ceará. Em Fortaleza, o petista participou de um evento pró-governo Dilma e discursou por cerca de 30 minutos. Temer foi um dos alvos de Lula, justamente na semana em que os peemedebistas romperam com o governo.

Lula alegou que Temer “sabe que o #Impeachment é golpe” e ainda disse que ele deveria estudar mais sobre eleições. “Ele é professor de Direito, é constitucionalista, ele sabe que o que estão querendo fazer é golpe”, defendeu Lula. “A forma mais vergonhosa de se chegar no poder é tirando um mandato eleito de forma legal”, ampliou.

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Caso o impeachment de Dilma Rousseff seja aprovado e entre em vigor, a Constituição aponta que o vice-presidente deve assumir o cargo. Sendo assim, Michel Temer assumiria o governo. Temer, nos últimos meses, encarregou-se de articular a saída do seu partido da base aliada de Dilma. O desembarque foi oficializado na última terça-feira, dia 29, em um anúncio que não passou de três minutos.

Após tomar ciência do forte discurso de Lula contra si neste sábado, Temer emitiu comunicado à imprensa por meio de sua assessoria. “Sobre as declarações do ex-presidente Lula, a vice-presidência da República esclarece que, justamente por ser um constitucionalista, Michel Temer sabe que não há golpe em curso no país”, dizia a nota divulgada.

No entanto, a sombra do impeachment também pode pairar sobre Temer.

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Isso porque nesta sexta-feira (1°), o ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Cid Gomes, protocolou na Câmara dos Deputados o pedido de impedimento do vice-presidente, alegando a participação do peemedebista na Operação Lava Jato. Em resposta, Temer afirmou que o pedido retoma uma “série de situações já esclarecidas e notícias antigas sem sustentação”.