Visto como um circo, tragédia e escândalo, não apenas por muitos brasileiros, mas também por importantes órgãos de imprensa internacional, o processo de #Impeachment de Dilma Rousseff está repercutindo no mundo todo.

O histórico jornal britânico “The Guardian” dedicou extensa matéria sobre o processo que acontece atualmente no país, alertando que uma das consequências negativas do possível afastamento de Dilma seria o engavetamento e desaparecimento da ação anticorrupção.

As críticas do The Guardian sobre o impeachment encontram ressonância em outro importante jornal, o americano “The New York Times” que, em recente editorial acerca da crise e 'golpe' à democracia que temos em curso, destacou que políticos corruptos, ou com nebulosas acusações de corrupção e outros crimes, são os principais condutores do processo que visa afastar #Dilma Rousseff da presidência da república.

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Polarização e exacerbação do problema político brasileiro

Firme na posição de criticar o processo que foi aprovado pela Câmara dos Deputados no último domingo (17), o editorial do The Guardian adjetivou o ocorrido com termos como “uma tragédia escandalosa”. O texto também teceu importantes reflexões e questionamentos, concluindo que, de fato, o problema do Brasil não se resolveria afastando Dilma, mas ao contrário, tornaria ainda mais difícil a questão do combate à corrupção, que parece arraigada em todos os setores, sobretudo naqueles que “julgam” a primeira mulher que chegou à presidência do país.

Para o “The Guardian”, o processo de impeachment gera ainda mais polarização, tanto na política no Brasil quanto no fator social.

Pedaladas: pretexto usado pela oposição

Para o “New York Times”, as tais “pedaladas fiscais” surgiram apenas como subterfúgio para legitimar o ilegítimo, e causar a queda de Dilma.

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Outro ponto relevante do editorial publicado pelo jornal foi o fato de que aqueles que pedem a saída de Dilma estão envolvidos em denúncias e crimes de corrupção, fato no mínimo incoerente.

Nas palavras do próprio jornal: “ Muitos dos legisladores que conduzem seu impeachment são acusados de crimes mais graves do que ela. Este é um ponto válido”.   #Governo