Quem imaginou que o país viveria dias de calmaria após a votação do #Impeachment na Câmara dos Deputados se equivocou. Muita bagunça e confusão permanece na política brasileira. No conflito de interesses, como manda a política inclusive na teoria, não poderiam faltar bate-bocas e trocas de farpas. Mas tudo caminha - e com uma boa velocidade. O avanço do processo no Senado já tem um relator: o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG).

A sessão foi marcada por tensos diálogos e confusão. O nome do ex-governador de Minas Gerais foi votado por maioria, mas teve cinco votos contrários, justamente, e evidentemente, os que são a favor da permanência da presidente #Dilma Rousseff à frente do país.

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Os senadores que votaram contra o nome de Anastasia justificaram toda a situação. Segundo eles, o ex-governador de Minas tem clara ligação com Aécio Neves (PSDB-MG), que foi, inclusive, candidato a presidente em apertada disputada com Dilma, em 2014. De acordo com os "pró-governo", o PSDB tem clara manifestação pelo desejo da retirada de presidente algo que não consideraram ético para a sequência do processo no senado.

Eles ainda analisaram que a indicação de Anastasia é uma afronta. "Essa comissão está cometendo um equívoco com essa eleição", garantiu Lindbergh Farias (PT-RJ). Eles tentaram ainda indicar um nome que fosse do agrado dos dois lados, porém, vendo claramente a probabilidade para o nome de Anastasia concluíram que era melhor nem indicar um nome, conforme foi pedido pela oposição.

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Antônio Anastasia, conhecido desde a sua época de governador em Minas Gerais como correto, ético e educado, permaneceu assim durante a sessão. Após ter sido eleito pela comissão especial, ele fez um breve discurso. "Queria muito agradecer meus pares e queria fazer referência a uma frase famosa do ex-presidente Juscelino Kubitschek que uma vez disse que Deus o poupou do sentimento do medo. Eu quero parafraseá-lo e dizer que Deus me concedeu o dom da serenidade".

A confirmação de Anastasia como relator é a mostra claramente a fragilidade da situação do governo. Dos 21 titulares do colegiado apenas cinco são a favor do governo Dilma Rousseff.   #Dentro da política