O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ainda em dezembro do ano passado o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. Desde então, o parlamentar já foi transformado em réu na Lava Jato e possui 5 investigações em curso autorizadas pelo próprio STF, porém, o julgamento para afastar Cunha segue sem prazo previsto.

Janot listou 11 motivos na petição apresentada junto ao STF para que #Eduardo Cunha seja afastado da presidência da Câmara dos Deputados.

Entenda os motivos:

Requerimentos referentes a Julio Camargo e Grupo Mitsui

O MPF ofereceu denúncia ao STF sobre a compra de navios sonda pela Petrobras e que Eduardo Cunha teria recebido US$ 5 milhões por intermediar o negócio.

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Para pressionar o pagamento, Cunha teria feito requerimentos afim de chantagear os intermediadores do negócio

Grupo Schahin

O mesmo teria acontecido nesse caso. Lucio Bolonha Funaro é um dos aliados de Cunha e estava com problemas com o grupo Schahin. Após contrato rompido entre o grupo e a empresa de seu amigo, diversos requerimento contra o grupo Schahin foram feitos.

Convocação pela CPI da advogada Beatriz Catta Preta

A advogada trabalhava com alguns os delatores que citaram Cunha. Como forma de retaliação, aprovou a convocação da advogada para prestar esclarecimentos junto a CPI da Petrobras.

Contratação da empresa Kroll

A empresa foi contratada por R$ 1 milhão para ajudar nas investigações da CPI, porém, segundo Janot, após o relatório final apresentado, foi possível ver que o trabalho estava sendo feito para anular os depoimentos em delação homologados pela Lava Jato,

A utilização da CPI da Petrobras para fins ilícitos

Janot afirmou que os um objetivos era pressionar o Grupo Schahin, mesmo ele não tendo nenhuma ligação com o cartel de empreiteiras que roubaram a Petrobras, segundo a PGR.

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Convocação e afastamento do sigilo, pela CPI, de parentes de Alberto Youssef, sendo ele o primeiro delator a citar o nome de Eduardo Cunha.

Abuso de poder com a finalidade de afastar a aplicação da Lei Penal

Um aliado de Cunha foi autor de um projeto de lei em que dizia que um delator não pode corrigir ou acrescentar informações em um depoimento já prestado. Isso teria acontecido logo depois de Júlio Camargo ter procurado o MPF para informar o pagamento de propina a Cunha.

Retaliação em face dos que contrariam os interesses de Eduardo Cunha

Perseguição a parlamentares, principalmente aos do PSOL – são citados Chico Alencar e Jean Wyllys. Fora apresentadas denúncias ao Conselho de Ética contra ambos os deputados após o partido ter entrado com um pedido de Cassação de Cunha também no Conselho.

Utilização de suas atividades como parlamentar para fins ilícitos

A PG afirma que foi encontrado indícios de que Cunha recebeu propina para aprovar MPs favoráveis ao Banco BTG

"Manobras espúrias" para evitar a regular atuação de seus pares na apuração de condutas no âmbito da Câmara

Janot denuncia que Cunha se utiliza de sua posição como presidente da Câmara para praticar manobras que impedem o bom prosseguimento das investigações do Conselho de Ética contra ele

Ameaças ao ex-relator do processo de cassação

Fausto Pinato, ex-relator do processo contra Cunha, teria sido ameaçado no mesmo dia em que o presidente da Câmara impediu que seu relatório fosse votado após mais uma manobra.

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No fim das contas, Pinato acabou sendo destituído do cargo por uma ordem do vice-presidente de Cunha. #Dentro da política #Crise-de-governo