Neste domingo, 17, o Brasil vai parar para acompanhar a decisiva votação do #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. A sessão está marcada para iniciar a partir das 14h e deve ser encerrada apenas no meio da noite. Os parlamentares governistas e oposicionistas devem aproveitar os momentos antecedentes à votação para articularem e garantirem os últimos votos.

Ao todo, 513 deputados federais de 25 partidos com representação na Câmara têm direito a voto. Desde sexta-feira, lideranças partidárias estão discursando no plenário da Câmara e defendendo o seu ponto de vista sobre o processo que pode mudar os rumos do país.

Publicidade
Publicidade

Para que o impedimento avance ao Senado, são necessários dois terços dos votos da Casa, o que representa um mínimo de 342 votos.

A Rede Globo, principal emissora de televisão do país, já anunciou uma programação toda especial para a cobertura da votação e, inclusive, deixará de transmitir o tradicional futebol do horário das 16h. Várias partidas foram antecipadas para sábado. O Fantástico, um dos principais programas do canal, terá uma edição especial sobre o impeachment. Mas não é apenas no Brasil que o turbulento momento político vivido em Brasília tem ganho as atenções.

Vários meios de comunicação ao redor do mundo estão dando atenção especial ao processo e devem manter a postura neste domingo. O vídeo divulgado por Dilma em suas redes sociais, nesta sexta-feira, em que defende a democracia, o seu chamado e chama o processo de “aventura golpista” teve bastante repercussão nos jornais e televisões do exterior.

Publicidade

Abaixo, acompanhe um resumo de como os grandes veículos de fora do país estão repercutindo o processo.

Clarín

Na sexta-feira, o período argentino Clarín abordou o momento político brasileiro e levantou projeções pessimistas quanto ao futuro do país vizinho caso o impeachment de Dilma seja aprovado. O título da matéria é bastante emblemático: “A inquietante armadilha que pode se formar no Brasil”.

Forbes

A revista norte-americana Forbes considera o caso de Dilma perdido. “Julgando pelos números, Rousseff é um caso perdido”, escreve, referindo-se à votação de domingo. No entanto, a publicação critica um eventual #Governo de Michel Temer, do PMDB, a quem chama de “partido mais corrupto do Brasil”.

El País

Para este veículo, a opção editorial foi de comparar e lembrar o processo de impeachment que barrou Fernando Collor de Mello da presidência em 1992. O espanhol “El País” diz que Dilma vive uma “agonia política”, mas lembra que Eduardo Cunha, condutor do processo na Câmara, é acusado de corrupção no chamado Petrolão, que investiga desvios na Petrobras

The New York Times

Uma das maiores publicações dos Estados Unidos, o “The New York Times” reservou amplo espaço na sua edição de sexta-feira para o processo de impeachment.

Publicidade

O jornal ouviu uma série de brasileiros e ressaltou o tenso clima de disputa que o país se encontra.

BBC

A inglesa BBC, por sua vez, destacou a defesa da denunciada Dilma Rousseff e abriu aspas para a presidente brasileira: “Querem condenar um inocente para livrar os corruptos”.