Dois vice-líderes do governo no Senado se declararam a favor do impeachment da presidente da República #Dilma Rousseff (PT), nesta sexta-feira, 22 de abril. Tratam-se de Wellington Fagundes (PR do Mato Grosso) e Hélio José (PMDB do Distrito Federal).

Ambos os senadores faziam parte do grupo dos indecisos, de acordo com o “placar” divulgado, e atualizado diariamente, pelo jornal O Estado de São Paulo, no entanto, eles decidiram se manifestar no dia de ontem no plenário do Senado e declararam seus votos a favor do afastamento de Dilma.

Tanto o senador Wellington Fagundes, quanto o senador Hélio José, estão entre os membros da comissão especial formada na Casa para avaliar o pedido de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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Segundo a última atualização do placar de votos do “Estadão” (até às 19h45 desta sexta-feira, 22), o número de senadores membros da comissão que são favoráveis ao impeachment de Dilma chega agora à marca de 27. Dez parlamentares permanecem entre os contrários, um ainda se declara indeciso e três não quiseram declarar seus votos até o momento.

Dos 42 senadores que vão formar a comissão especial do impeachment no Senado, um voto ainda está em aberto. Isso porque, o senador José Maranhão (PMDB da Paraíba) optou em deixar a comissão e abriu uma vaga para os peemedebistas (a quinta na comissão), que ainda não foi ocupada. O PMDB deve anunciar o substituto de Maranhão nesta segunda-feira, 25 de abril, dia no qual a comissão especial será eleita oficialmente no Senado Federal. Os trabalhos estão previstos para começar na Casa já no dia seguinte, terça-feira, 26 de abril.

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Dentre as argumentações usadas pelo senador peemedebista Hélio José, em seu discurso realizado na tarde de ontem, 22, no Senado, para justificar o seu novo posicionamento, antes indeciso, mas agora favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, está a de que ele “está do lado da população do Distrito Federal”, que clama pelo retorno do crescimento econômico do Brasil e, com isso, a volta das aberturas de novos empregos no país.

Já o senador do PR-MT, Wellington Fagundes, justificou no plenário da Casa o seu novo posicionamento a favor do impeachment de Dilma afirmando, dentre outras coisas, que o Brasil já está “politicamente maduro” para enfrentar o “afastamento necessário” da presidente da República.

“Situação do governo no Senado é tão delicada quanto foi na Câmara”, diz especialista

Para o historiador político João Marcos Dos Santos, especialista em História Política Contemporânea do Brasil, a tendência é que Dilma Rousseff seja também derrotada no Senado, como foi na Câmara dos Deputados.

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“A situação do governo no Senado é tão delicada quanto foi na Câmara. A oposição conseguiu o que queria: obter a maioria de votos em ambas as Casas. Todas as pesquisas, como as feitas pela Folha e pelo ‘Estadão’, estão evidenciando isso. O PT perdeu aliados muito importantes, como membros do PMDB, do PDT e do PR. A mudança de posicionamento dos senadores Hélio José e Wellington Fagundes é mais uma evidência clara da perda de força petista. Já está tudo armado para derrubar Dilma. Agora, se isso é um golpe? A história é quem vai dizer.”, afirma Dos Santos. #Crise-de-governo