Em sessão nesta segunda-feira (11), a comissão especial para análise do pedido de impeachment de Dilma Rousseff continua os debates, que começaram na sexta-feira (8). Nesta fase, os parlamentares votam o parecer do deputado Jovair Arantes, que é favorável à continuidade do processo. Em sua fala na sessão de hoje, Jovair afirmou haver "indícios sérios de cometimento de crime de responsabilidade" e que "a população clama para o processo de #Impeachment continuar".

Na próxima etapa, independentemente do resultado, o processo irá ao plenário da Câmara dos Deputados.

Quem vota contra e quem vota a favor

De acordo com o deputado Fernando Bezerra Filho , líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB), a orientação é que seus parlamentares votem contra a presidente, porém deixa a decisão a critério de cada um.

Publicidade
Publicidade

Já a direção nacional do PMDB pretende aplicar sansões, que incluem a expulsão do partido, aos deputados que não seguirem o que for determinado.

Os números da votação

Para que seja aprovada a proposta, são necessários 342 votos.

Dos 513 deputados, até o momento 289 se posicionaram a favor do impeachment e 117 contra. Os indecisos somam 59 e 48 não declararam seu voto.

Daqueles que declararam que votarão a favor do impeachment, 51 são do PSDB, 37 do PMDB e 29 do DEM.

Apesar da determinação do PMDB, alguns de seus deputados ainda figuram entre os indecisos.

Para conseguir vencer a batalha e permanecer na presidência, Dilma precisa conquistar os votos dos indecisos e daqueles que ainda não divulgaram sua posição. Para a aprovação do pedido de impeachment, faltam até agora apenas 53 votos.

Cardozo diz que o processo foi movido pela vingança

O advogado-geral da União José Eduardo Cardozo, que se pronunciou depois do deputado Jovair Arantes, mais uma vez disse aos parlamentares que o processo de impeachment foi aberto por vingança.

Publicidade

Em sua defesa, afirmou que há "contradições, equívocos conceituais e desejo político" no relatório. Para Cardozo, o relator defende o impedimento de Dilma mesmo não havendo provas de crime.

A votação no plenário da Câmara deve ocorrer no domingo (17).