O presidente da Câmara de Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria afirmado, na noite desta terça-feira (12), que o critério escolhido para a votação do processo de #Impeachment de #Dilma Rousseff, no próximo domingo (17), possivelmente, será o regional, mesmo adotado em 1992, época do afastamento do então presidente Fernando Collor de Mello.

A estratégia de Cunha seria iniciar a votação pelos parlamentares do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, visando um movimento pró-impeachment, deixando os representantes do Nordeste e Norte, apoiadores de Dilma, por último. Adotando esse expediente, o presidente da Casa e seus aliados acreditam que os indecisos acabariam seguindo a tendência majoritária, votando a favor do pleito.

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Entretanto, para evitar uma possível votação tendenciosa por parte dos deputados, o Planalto reivindica que a ordem seja a alfabética, independentemente da origem dos políticos. Em relação a isso, Cunha declarou que não vê como a ordem pode interferir no resultado final, já que todos os 513 deputados terão o direito de escolha.

Diante do embate, uma opção intermediária foi proposta. Celso Russomano, do PRB de São Paulo, sugeriu que os votos sejam dados por ordem alfabética e regional, sendo um parlamentar do Sul, seguido por um do Norte, e assim sucessivamente. “Seria uma solução que atenderia aos dois lados”, afirmou. O partido do deputado deliberou, ontem (11), que votará a favor do afastamento da presidente.

O início da votação está marcado para às 14 horas, do dia 17 de abril, domingo, e a previsão é que se estenda até às 21 horas.

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No entanto, a discussão será iniciada já na manhã de sexta-feira (15), com os discursos dos autores do processo e da defesa da presidente, na figura do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. Em seguida, os 25 partidos que compõem a Casa, da maior à menor representação, terão o direito a 1 hora de pronunciamento.

No sábado (16), os debates continuam e os parlamentares que se inscreveram no dia anterior, de forma alternada entre os que são contra e os favoráveis ao processo, poderão se manifestar em, até, 3 minutos. 

No domingo, mediante a um quórum mínimo de 51 deputados, o processo de impeachment será então iniciado. Cada deputado terá dez segundos para registrar seu voto.

A votação será transmitida ao vivo, por diversos canais de televisão, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pretende instalar um telão do lado de fora da Câmara, para que as pessoas possam acompanhar a sessão.