#Dilma Rousseff não escondeu o seu sentimento de frustração com relação ao momento político que vive em entrevista concedida à emissora norte-americana CNN. Depois de ser aprovado com vitória esmagadora na Câmara dos Deputados (367 a favor e 137 contra), o processo de #Impeachment corre agora no Senado Federal, que deverá votar no início de maio a admissibilidade ou não do processo de impedimento de Dilma.

Caso seja aprovado por maioria simples dos senadores, no caso da obtenção de 41 votos, por lei a presidente Dilma Rousseff terá de ficar afastada de suas funções por até 180 dias, quando um outro julgamento será realizado.

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Até lá, por ordem sucessória, quem ocupa o cargo é o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, que desembarcou do governo no final de março desse ano.

Para efeito de calendário, caso o Senado Federal determine o afastamento de Dilma ainda no mês de maio, que é a data prevista para a votação final, ela não estará exercendo o cargo durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. As Olimpíadas serão realizadas entre os dias 5 e 21 de agosto, e, neste caso, estariam sob a presidência de Michel Temer.

“Eu vou ficar muito triste. Acredito que nós realizamos um trabalho muito bom na preparação dos Jogos do Rio. Queria muito poder estar durante as Olimpíadas, porque estou desde o início e ajudei muito a construir tudo. Como ministra-chefe da Casa Civil, eu já estava presente lá atrás, quando aceitamos a matriz de responsabilidades”, admitiu Dilma Rousseff em entrevista à CNN.

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A edição do ano de 2016 da mais tradicional disputa esportiva do mundo terá uma peculiaridade bastante atrativa para os brasileiros. Será a primeira vez que as Olimpíadas serão sediadas por um país da América do Sul. Como de costume, inúmeros chefes de estado de outros países e autoridades mundiais deverão marcar presença no Brasil durante os dias de disputas.

“Com certeza eu vou lutar para seguir sobrevivendo. E não é só pelo meu mandato como presidente, não. É também pelo fato de que quero seguir defendendo algo que rege a política de nosso país, o princípio democrático”, ampliou Dilma Rousseff.

No entanto, o clima do próprio Palácio do Planalto e do primeiro escalão do governo é de extremo pessimismo com relação à votação que agora compete ao Senado Federal. Dilma, inclusive, teria pedido para alguns ministros acelerarem a execução de projetos de suas respectivas pastas, como forma de “assinar” aquelas que tende a ser suas últimas execuções como presidente.

“Aqueles que estão pedindo o impeachment contra mim – não estou falando da base – estão envolvidos em processos de corrupção.

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Especialmente o presidente da Câmara dos Deputados (Eduardo Cunha – PMDB/RJ)”, lamentou a presidente.

Os principais jornais brasileiros têm realizado sistematicamente pesquisas de intenções de voto dos senadores sobre a votação do impeachment. De forma unânime, a imprensa apota a vitória da admissibilidade do impedimento. No “Placar do Impeachment” do jornal Estadão, 50 senadores são indicados como favoráveis e apenas 21 contrários ao processo. #Rio2016