A Transpetro (Petrobras Transporte S.A) é a maior processadora de gás natural do Brasil. A estatal, uma gigante subsidiária da Petrobras, atua também na importação e exportação de petróleo e derivados, além de gás e etanol, sendo responsável pela distribuição de combustível no país. Agora a empresa está no centro do noticiário, devido às revelações de seu ex-presidente Sérgio Machado que, juntamente com seu filho Expedito Machado Neto, teve homologado o acordo de delação premiada pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

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Conhecido pelo apelido de Did, Expedito Neto decidiu colaborar com a Justiça depois de ser identificado como operador financeiro do #PMDB.

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De Londres, ele controla um fundo de investimento, que servia para receber o dinheiro desviado da Transpetro. Na delação, Did contou como o dinheiro da corrupção chegava até lá. Pai e filho se comprometeram a devolver a quantia, ainda não revelada pelo Ministério Público. "Valores surpreendentes", nas palavras dos investigadores.

Gravações derrubam ministros e delação pode ser ainda pior

A divulgação de gravações feitas por Machado causaram imediata crise no recém iniciado governo de Michel Temer. Em apenas 19 dias, dois ministros caíram. Primeiro Romero Jucá, do Planejamento, e a seguir Fabiano Silveira, da Transparência. Identificados nos áudios, ambos demonstraram grande preocupação com os avanços das investigações da #Lava Jato. Silveira chegou a orientar Renan Calheiros sobre estratégias de defesa frente às descobertas sobre sua participação na corrupção da Petrobras.

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Já não bastassem as gravações, os principais nomes do PMDB foram citados nos depoimentos de Sérgio Machado. Calheiros, Jucá, Sarney e Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia, foram apontados como beneficiários diretos do esquema montado pelo PMDB, com a finalidade de desviar dinheiro da Transpetro. Outro citado é o ex-ministro das Relações Institucionais Luiz Sérgio, do PT, que teria se beneficiado das fraudes nas licitações da estatal.

De uma imensa lista de delatores na maior investigação de corrupção do país, Sergio Machado e Expedito ganham tanta importância quanto Marcelo Odebrecht, que, após longa negociação, iniciou seus depoimentos à Lava Jato e deve lançar as próximas bombas. #Petrolão