A sessão para definir o processo de #Impeachment da presidente Dilma começou nesta quarta-feira (11), às 10 horas da manhã, durou o dia todo e entrou pela madrugada de quinta-feira (12). E depois de quase 20 horas de debates e pronunciamentos, finalmente o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, anunciou às 05:20 desta sexta-feira que o impeachment de Dilma segue.

Foram 55 votos a favor e 22 contra e agora a presidente ficará afastada por até 180 dias, período no qual deve acontecer seu julgamento e se for condenada perderá o cargo e por 8 anos estará impossibilitada de exercer a função pública, mas o PT já avisou que vai investir pesado na defesa da petista.

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Assim que o comunicado foi feito, aqueles que apoiam o impeachment da presidente comemoraram. Nas redes sociais o assunto estava entre os mais comentados e na avenida Paulista, assim como em várias outras partes do país, manifestantes a favor da saída da presidente comemoraram com rojões e buzinaço.

A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) estava licenciada por motivo de doença, mesmo assim ela fez questão de comparecer ao plenário para votar e sem ter condições físicas de falar, sua carta foi lida pelo presidente do Senado.

A defesa de Dilma foi feita por José Eduardo Cardoso antes da votação e ele disse que "há golpe com direito de defesa, exatamente para simular sua constitucionalidade".

Temer assume a presidência com maioria dos ministros já definida e eles deverão ser anunciados ainda hoje.

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O peemedebista foi ao gabinete da vice-presidência onde finalizou a escolha de sua equipe. Boa parte da quarta-feira ele passou em reuniões com os aliados para definir novas metas e conseguir o apoio necessário para seu governo.

Humberto Costa (PT-PE) durante seu pronunciamento de 15 minutos no Senado, reconheceu a derrota do governo até com uma certa antecipação, mas avisou que o PT estará nas ruas fazendo o oposição ao governo de Michel Temer e finalizou: "Seremos o maior partido de oposição do Brasil e não ao Brasil". #Dilma Rousseff #Crise-de-governo