Mais uma bomba chegou aos holofotes da opinião pública e trata-se de denúncia verificada sobre a chamada "arapongagem"; termo utilizado para relatar ação de grampo, com o intuito de espionagem, principalmente em relação às autoridades. Há aproximadamente duas semanas, um grampo foi localizado em uma gaveta no gabinete de trabalho do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. A intenção de espionagem despertou o alerta de membros do Palácio do Planalto e de ministros do STF, que tinham a convicção de que a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), foi utilizada por dirigentes petistas, durante o #Governo da presidente afastada Dilma Rousseff, com o propósito de implementar ações de espionagem.

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Sérgio Moro e Michel Temer na mira da ABIN

O grampo localizado sob a mesa do ministro Barroso do STF, não foi um caso isolado, de acordo com suspeitas da força-tarefa da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal e também de membros do governo do presidente em exercício, Michel Temer.

A convicção é de que as ações de espionagem tiveram como mandantes, dirigentes petistas que se utilizaram da influência governamental sobre a  ABIN, para fiscalizar autoridades judiciárias e de governo.

O ex-agente da ABIN, tenente coronel lotado na Presidência da República, André Soares, revelou a dois senadores que o setor de inteligência foi o responsável por grampear o ministro Barroso, do STF. Uma empresa especialista na realização de varreduras foi contratada no final do mês de março passado e pôde constatar que  o serviço de arapongagem partiu de agentes da ABIN, a serviço do ex-ministro petista, Ricardo Berzoini, sob decisão do governo Dilma Rousseff.

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A empresa internacional responsável pela descoberta está atuante há mais de 10 anos no Brasil.

O próprio presidente interino Michel Temer, teria reclamado a auxiliares próximos, algumas interferências em suas ligações telefônicas, já na época do natal, confidenciando a estranheza do ocorrido a dois líderes do PMDB que também constataram as interferências em suas ligações.

Membros da Operação Lava-Jato também demonstraram preocupação com a possível espionagem sobre o juiz Sérgio Moro. A suspeita recai sobre o pedido e ação coercitiva para realização do depoimento do ex-presidente Lula à PF. A força-tarefa teria confirmado que Lula soubera da ação da PF, anteriormente à deflagração de todos os  mandados de depoimento coercitivo. Soma-se a isso, a possibilidade de que Lula soubera que sua conversa com Dilma, havia sido gravada. O fato foi preponderante para que o juiz Moro liberasse a publicação de todo o conteúdo das gravações, já que o mesmo acreditava estar sendo monitorado pela ABIN. #Lava Jato #Crise no Brasil