Mesmo após o afastamento da presidente Dilma Rousseff, e a posse de Michel Temer, o trabalho de apuração da #Lava Jato continua a todo vapor. Na última quinta, Otavio Azevedo e Flavio Barra, representantes da Andrade Gutierrez, em nova delação premiada, acusaram o atual ministro do planejamento, Romero Jucá, de também fazer parte de um suposto esquema de propina.

Segundo os membros da empresa ligada ao ramo da infraestrutura, presente no mercado nacional há mais de 60 anos, o político do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) teria embolsado cerca de R$ 1 milhão como parte do acordo para que a empreiteira liderasse o consórcio da construção da Belo Monte, usina hidrelétrica em construção no município de Altamira, no norte do estado do Pará.

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Procurada, a assessoria de imprensa de Jucá disse que todo o dinheiro recebido faz parte de doações relativas à sua campanha para ocupar uma cadeira no Senado Federal. Além disso, os jornalistas ligados ao ministro disseram que ele jamais teve encontro com qualquer representante da Andrade Gutierrez, nem autorizou tratativas de terceiros usando o seu nome.

Ministro também é alvo de Rodrigo Janot

Quase simultaneamente à denúncia por parte de representantes da Andrade Gutierrez, Romero Jucá, por conta do mesmo caso, também era citado em outro ramo jurídico do Planalto. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao STF (Superior Tribunal Federal) a abertura de inquérito contra o ministro do planejamento. Além dele, foram citados o presidente do Senado, Renan Calheiros, juntamente com os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

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Na sua petição, Janot pediu a inclusão dos três no mesmo processo que investiga a possível participação de Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de minas e energia, no esquema da usina de Altamira.

Essa investigação é baseada na denúncias de Delcídio Amaral. Na ocasião, o ex-senador pelo PT (Partido dos Trabalhadores), cassado recentemente, afirmou que, durante os governos Lula e Dilma, houve o desvio de aproximadamente R$ 25 milhões dos cofres públicos para campanhas tanto para o seu então partido quanto para o PMDB. #Corrupção #Dentro da política