Na última terça-feira (17), os vereadores do Rio de Janeiro resolveram suspender a CPI das Olimpíadas. A sessão foi repleta de gritaria e protestos. A decisão de suspensão segue assim até que a Justiça fale sobre o recurso solicitado por Teresa Bergher, da Câmara Municipal e do PSDB. A polícia indagou a formação da comissão da CPI.

Os vereadores da oposição revolveram pedir para que a sessão fosse anulada e ainda que Jorge Felippe, presidente da Câmara e do PMDB, fosse afastado do cargo. Renato Cinco e Babá, os dois do PSOL, afirmam que o presidente da Câmara não tem condições de ocupar o cargo.

Toda a gritaria e confusão começou após Jimmy Pereira, do PRTB, dar a sugestão para que todos votassem sobre a CPI ser suspensa ou não.

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De acordo com ele, isso poderia não acontecer apenas se Teresa Bergher suspendesse o seu recurso, mas isso não pode acontecer, pois a vereadora não estava no local e por isso não houve manifestação de sua parte.

Leonel Brizola Neto, do PSOL, tentou fazer com que a votação não acontecesse, pois o que Jimmy Pereira sugeriu não fazia parte da pauta do dia de ontem. Mas a votação foi mantida e a suspensão da CPI das Olimpíadas foi aceita após receber 25 votos dos políticos presentes.

Jefferson Moura, da Rede, foi o autor da reivindicação para a CPI ser aberta e reclamou após a ideia dada por Jimmy Pereira ter se tornado votação. Ele afirma que o presidente da Câmara acabou cometendo um ato arbitrário. De acordo com ele, o que aconteceu na Câmara do Rio de Janeiro foi ilegal, classificando o ato como "atentado à democracia".

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Jefferson Moura afirma que os passos seguintes são agir pra que a sessão seja anulada e para que o presidente de lá seja afastado.

Na quarta-feira (18), os vereadores se reuniram para pedir o afastamento de Jorge Felippe do cargo. Renato Cinco, do PSOL, ainda demonstrou que em 11 casos de obras dos Jogos Olímpicos Rio 2016 aconteceu de as despesas superarem o previsto inicialmente. Ao todo, 139 milhões de reais foram gastos a mais do que era esperado. O Parque Olímpico, por exemplo, custou 69 milhões de reais a mais do que o programado. A obra foi feita por grupo formado pela Andrade Gutierrez, Odebrecht e Carvalho Hosken. #Rio2016 #Corrupção