O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta segunda-feira (02), conduziu, ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma solicitação de investigação contra o senador Aécio Neves, presidente do PSDB.

A medida cautelar foi embasada na delação premiada do senador Delcídio do Amaral, que foi citado como um dos beneficiários do esquema de corrupção de Furnas. A PGR também solicitou, no processo, investigação contra os senadores Romero Jucá, Jader Barbalho, Renan Calheiros e Valdir Raupp, todos peemedebistas, suspeitos de recebimento de propina das obras da hidrelétrica de Belo Monte.

Se o ministro do STF Teori Zavascki assinar a instalação do inquérito, Aécio Neves será integrado e investigado em desdobramentos da Operação #Lava Jato, por esconder o mensalão tucano de Minas Gerais.

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Na delação do doleiro Alberto Yosseff, em fevereiro desse ano, o nome do tucano foi mencionado. Também o lobista, Fernando Moura, confirmou ao juiz Sergio Moro que Aécio recebia um terço do total das propinas.

Delcídio do Amaral narra que, após 2002, esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que conversou sobre o pedido do PP, do PSDB e do PT, para que Dimas Toledo ficasse na diretoria de Planejamento, Engenharia e Construção de Furnas.

Delcídio ainda diz que Aécio Neves, interferiu na CPI dos Correios, que investigou o mensalão, comandada pelo próprio Delcídio, durante o primeiro mandato de Lula.

O senador confirmou que, com a quebra do sigilo fiscal do Banco Rural, houve “certo desconforto por parte do PSDB”, inclusive de Aécio Neves.

O tucano Mineiro teria então solicitado ao secretário-geral do PSDB, Eduardo Paes, para solicitar a Delcídio que fossem prorrogados os prazos de entrega dos sigilos ficais.

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Mais tarde, o próprio Aécio Neves teria contado ao delator que os registros de transações bancárias foram apagados, pois atingiram Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, e o vice-governador Clésio Andrade.

Ainda, na delação premiada, Delcídio do Amaral, ouviu de José Janene, ex-líder do PP na Câmara, morto em 2010, que o tucano tinha sido favorecido em uma fundação localizada em um paraíso fiscal, em Liechtenstein, onde seria o dono ou controlador.

Delcídio, entretanto, não confirmou se havia relação entre a fundação, o mensalão mineiro e as transições bancárias apagadas.

O senador Aécio Neves (PSDB) nega todas as acusações.   #Justiça #Corrupção