José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, no governo Lula, foi condenado a 23 anos e três meses de prisão pelo seu envolvimento no escândalo da Petrobras.  A condenação foi anunciada nesta quinta-feira, dia 18, através de despacho do juiz Sérgio Moro e contribuiu para aumentar o tempo de condenação do réu. Ele já cumpria pena por causa de sua condenação no mensalão. Além de Dirceu, o magistrado anunciou a condenação de mais de dez pessoas, todas envolvidas com  esquema de #Corrupção e recebimento de propinas na Petrobras.

Depois do mensalão, a condenação por causa do escândalo do Petrobras

Em novembro de 2013, o ex-ministro de Lula foi preso por causa do seu envolvimento no escândalo do esquema que funcionava para a compra de votos dos políticos que poderiam favorecer a gestão do presidente.

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Dirceu foi considerado o líder de toda a operação e, depois de ser preso, cumpriu pena em regime semiaberto até novembro de 2014, quando, após um sexto da pena cumprida, passou ao regime de prisão domiciliar.

Em agosto de 2015, quando a PF deflagrou a fase Pixuleco (décima sétima), da Operação #Lava Jato, o ex-ministro voltou para a prisão, em caráter preventivo.

As novas denúncias que resultaram na prisão de Dirceu foram aceitas no mês de setembro de 2015 e citavam a participação do ex-ministro em crimes de corrupção ativa e passiva. Estes crimes foram cometidos entre 2004 e 2011. Se somados, totalizam 160 atos de caráter corruptivo. Todos foram praticados a nível de diretoria da Petrobras.

No mesmo despacho, Sérgio Moro optou por renovar a prisão preventiva de Dirceu. Por se tratar de sua primeira condenação no escândalo da estatal, ele poderá recorrer da decisão do juiz.

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Além disto, ele solicitou a preventiva de Fernando Moura, que estava solto após acordo de delação premiada. Moro entendeu que houve violação do acordo. Este também foi o primeiro episódio de quebra de acordo, após dois anos de operação. O magistrado também afastou a hipótese de redução de pena para o mesmo.

Sérgio Moro se espanta com reincidência criminosa de Dirceu, mesmo depois de preso

No seu despacho, o juiz Sérgio Moro não consegue esconder a sua perplexidade e chama a atenção para o fato de que, mesmo condenado e preso no escândalo de compra de votos no governo Lula, José Dirceu continuou a operar o esquema criminoso de recebimento e pagamento de propinas dentro da Petrobras. Segundo o magistrado, o réu agiu de maneira a aumentar a sua culpa, mesmo quando a ação penal a favor de sua condenação era julgada pelo Supremo Tribunal Federal. Os indícios mostram o recebimento de propinas até a data de 13/11/2013.

Para o procurador Geral da República, Deltan Dallagnol, os atos de corrupção praticados por José Dirceu movimentaram a cifra de R$ 60 milhões, sendo que aproximadamente R$ 65 milhões foram alvo de crime de lavagem.  #Petrolão