Após a tentativa de anular a sessão da votação do impeachment de Dilma que ocorreu em 17 de abril, Waldir Maranhão corre o risco de ser expulso do Partido Progressista e ter seu mandato cassado.

Por volta das 20 horas dessa segunda-feira, 9, o deputado federal do PHS, Marcelo Aro, que votou a favor do #Impeachment, anunciou para a imprensa que protocolou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental junto ao Supremo Tribunal Federal, a fim de provocar o STF para deixar claro como funciona o rito do processo do impeachment de Dilma, evidenciando que a tentativa de anulação da sessão é uma clara tentativa de ferir a autonomia do Senado.

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Além da ADPF, o partido protocolou um pedido de cassação do deputado federal e presidente interino da #Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão do PP.

Durante a coletiva, a deputada e líder do PC do B na Câmara, Jandira Feghali, acabou se alterando e reclamando das palavras do colega da Casa, alegando que a coletiva não era para aquele fim. Além de fazer os comunicados, Marcelo deixou claro os crimes pelos quais a presidente Dilma está passando pelo processo do impeachment, sendo que estes, segundo nota oficial de Waldir, extrapolaram as denúncias feitas no pedido.

O microfone de Marcelo foi cortado, mas isso não o impediu de continuar a falar, aumentando o tom da voz e se beneficiando dos microfones de pelo menos sete repórteres, além de celulares e gravadores de outros profissionais de imprensa que se encontravam a sua volta.

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Veja o vídeo da coletiva com o tumulto causado por Jandira:

Sessão Plenária pós anulação do impeachment

Contrariando as expectativas dos petistas, o presidente do Senado, Renan Calheiros, ignorou a decisão frustrada de Waldir Maranhão e decidiu seguir com o processo do impeachment, que será votado normalmente na próxima quarta-feira, 11.

Durante a sessão houve bate boca e tumulto, a maior parte deles protagonizados por Vanessa Grazziotin (PC do B) e Gleisi Hoffmann (PT). Vanessa não gostou do discurso de Ronaldo Caiado repudiando a conduta de Waldir, enquanto Gleisi não concordou com a leitura do relatório do impeachment. #Crise-de-governo