A  juíza Maria Priscila Oliveira, de São Paulo, decidiu encaminhar o pedido de prisão preventiva do ex-presidente #Lula para a vara federal de Curitiba. De acordo com informações, os autos do processo acusam Lula dos crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A juíza já havia decidido, em março deste ano, encaminhar o processo para o juiz federal Sérgio Moro, mas, só agora os autos foram enviados. A juíza Maria Priscila entendeu que os crimes são de âmbito federal e poderão ser relacionados às investigações do esquema de lavagem de dinheiro que arrasou a Petrobras. As acusações dos autos estão ligados ao esquema criminoso de propina em relação ao tríplex no Guarujá (SP). 

Alegações da juíza Maria Priscila

Alega a juíza, que trazer para o âmbito estadual o que já é objeto de apuração pelo MPF, é contrariar o interesse probatório entre as duas demandas que possuem estreito vínculo.

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A juíza Maria Priscila, que já havia declinado da competência para o juiz que comanda a #Lava Jato, em Curitiba-PR, negando os recursos impetrados contra a decisão do mesmo há mais de um mês, agora volta a confirmar sua decisão. Cabe agora ao juiz Federal Sérgio Moro decidir se deve ou não acatar o pedido de prisão de Lula. O ex-presidente já possui outros inquéritos em seu nome e a apuração está sob a guarda do Supremo Tribunal Federal, por envolvimento com parlamentares que possuem foro privilegiado. 

Investigações do Ministério Público Federal

Nas investigações do Ministério Público Federal, há evidências de que o ex-presidente recebeu propina proveniente do esquema de corrupção da Petrobras e o repasse da mesma foi disfarçado pelo tríplex no Guarujá (SP). Consta que o ex-presidente Lula recebeu, pelo menos, a quantia equivalente a R$ 1 milhão de reais, a qual foi paga pela empreiteira OAS, por meio de reformas e móveis luxuosos.

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Funcionários do apartamento confirmaram ao MPF, o envolvimento do ex-presidente e sua família com o tríplex. De acordo com a revista Exame, o ex-presidente não possui mais o direito de foro privilegiado, suspenso pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.