A presidente da República, Dilma Rousseff, concedeu entrevista nesta sexta-feira (06), desferindo uma série de críticas ao seu processo de afastamento da presidência, data em que foi aprovado o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), em que é recomendada a admissibilidade do processo de #Impeachment de Dilma pelo número de 15 votos a 5, em votação na Comissão Especial do Impeachment, sendo encaminhado para votação no plenário do Senado Federal, na próxima quarta-feira (11).

Usurpação de Poder

Segundo a presidente, todo o processo de impedimento se caracteriza por um ato violento, a partir de decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que foi afastado do comando da Casa Legislativa, nesta quinta-feira (05).

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Dilma desfere críticas ainda, ao vice-presidente Michel Temer, que em suas palavras é cúmplice e estaria se beneficiando do impeachment: "Não vamos nos iludir. Os beneficiários do processo, como por exemplo, que incorrem na usurpação de Poder, em se tratando do vice-presidente, é algo extremamente grave", ressaltou em tom de desabafo.

A presidente Dilma Rousseff procurou ainda se defender das acusações de crime de responsabilidade, caracterizados no parecer encaminhado ao plenário do Senado Federal, por decisão da maioria dos membros da Comissão Especial para o Impeachment. Dilma preferiu atacar Eduardo Cunha ao dizer que estava sendo julgada por alguém desprovido de princípios éticos, acusado de lavagem de dinheiro, com o intuito de "perpetrar o golpe", de acordo com a presidente. Ela ainda insinuou que Cunha realizou práticas condenáveis, como uma espécie de chantagem ao seu #Governo.

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O processo de impedimento da presidente segue a passos largos no Senado. Após a aprovação do parecer do senador Anastasia pelo colegiado da Comissão Especial, será a vez do plenário do Senado que decidirá por maioria simples a consumação ou não do afastamento de Dilma, por um período máximo de 180 dias, até que ocorram todos os processos regimentais para análise do impeachment no Senado. No final de todo esse prazo, através de votação no plenário, será decidido se Dilma é afastada definitivamente ou se seu processo será arquivado e ela possa retomar seu mandato. #Dilma Rousseff se defendeu ao afirmar que não renunciará em hipótese alguma e que "resistirá até o último dia", declarou enfaticamente.