Na inauguração de uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na cidade de Tocantins, neste último sábado, dia 7, a presidente Dilma Rousseff aproveitou a ocasião para tecer severas críticas a seus opositores. Acompanhada da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e da vice-governadora do estado, Claúdia Lélis (PV), a presidente foi recebida por uma plateia favorável ao seu #Governo e aos gritos de "Não vai ter golpe".

Dilma disse que redução de gastos não ajuda a ganhar eleição

Ao criticar a oposição, em especial o grupo político de seu vice, Michel Temer, que já se prepara para assumir o governo, Dilma afirmou que os mesmos jamais seriam eleitos diretamente ao defenderem uma redução de gastos públicos.

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Na ocasião, a petista aproveitou para defender a tese de que o próximo governo, caso assuma, deverá promover uma redução dos programas sociais, dentre eles, o Bolsa Família. Ele afirmou que uma redução para 5% dos mais pobres, como quer o grupo de Temer, irá representar uma redução de R$ 36 milhões para as família beneficiadas.

Dilma também se referiu ao Plano Safra e ao programa Minha Casa Minha Vida. Em relação ao primeiro, a presidente afirmou que acha difícil que seu opositores venham a derrubá-lo, assim como vão tentar com os demais. Com relação ao seu principal programa habitacional, ela conclamou a todos para que lutassem pelos seus direitos. Mais uma vez, a petista criticou seus adversários: "Querem fazer economia com o dinheiro dos mais pobres?". Logo em seguida, reafirmou que, desta maneira, não se ganha eleição no Brasil.

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Somente pela via indireta. "E isso está em curso no país", completou.

Ao comentar sobre o impeachment, Dilma defendeu a própria honestidade. Ela disse que pelo fato de nunca ter recebido propina e, portanto, não ter cometido crime algum, seus adversários tentaram criar fatos novos em torno dos chamados decretos assinados em seu governo. Rebatendo este argumento, a mesma citou outros presidentes que fizeram o mesmo e nunca foram acusados por isto. Como exemplo, citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu mandato de 2001.

Ainda em relação aos atos assinados pela presidência, Dilma declarou que todos foram feitos com o objetivo de fornecer recursos necessários para ações que beneficiaram o próprio país. Como exemplo, citou as verbas para o ministério da Educação, no pagamento de hospitais e para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na realização de concursos públicos. Além disso, ela citou a ajuda financeira para as escoltas feitas pelo Ministério da Justiça.  " Não são recursos que a presidente pegou para ela", completou.

Na ocasião, o governador do Estado, Marcelo Miranda, que é do PMDB, não compareceu ao evento. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo