A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou, em entrevista publicada neste sábado, dia 21, para a revista Carta Capital, que foi um erro a tentativa de se fazer um ajuste econômico nas contas públicas em 2015. Apesar de admitir o erro, a presidente não deixou de apontar a classe política com a verdadeira 'vilã' pelo fracasso da tentativa. Ela admitiu que o panorama político, na época, não estava propício para um conjunto de medidas que seriam adotadas em apenas um ano.

De acordo com a petista, a postura da classe política, naquele momento, não permitiu que as providências que deveriam ser tomadas para a realização de um ajuste nas contas públicas, tais como, a redução de gastos com recursos que beneficiassem a população e a elevação de impostos pudessem ser adotadas.

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Ela admitiu a falta de um visão mais  ampla, naquele momento, para perceber que a conjuntura política não era das melhores.

Dilma teceu críticas ao #Governo de seu substituto interino, Michel Temer, e declarou que seu plano de governo deverá ser baseado em medidas que vão desconstruir as promessas de campanha pela qual a mesma foi eleita em 2014. Dentre elas, a presidente enumerou as diversos programas sociais, o fim do pré-sal e a promoção de um programa de ampla privatização em vários setores. 

A presidente aproveitou a oportunidade para declarar que o governo peemedebista continua sob a influência do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).' Ele continua dando as cartas', citou Dilma, que acusou o deputado de estender o seu poder tanto na Câmara quanto no Senado. Para Dilma, a equipe de Temer é o melhor exemplo da união de forças conservadoras que contribuíram para solidificar a hegemonia do deputado e de seu grupo dentro do poder.

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As críticas de Dilma não pouparam nem mesmo o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra. Segundo ela, o mesmo adotou uma postura de subestimação dos países latino americanos em relação ao desenvolvimento do Mercosul. A presidente acusa Serra de querer impor uma atitude colonialista em relação aos países africanos.

Com relação ao processo de impeachment, Dilma afirmou que pretende lutar para que não perca o seu mandato. A sua intenção é promover um grande mobilização de caráter democrático e logo em seguida, a adoção de uma estratégia que possa aglutinar várias forças em torno da questão.    #Dilma Rousseff #Crise econômica