No dia 1º de maio, data em que se comemora o Dia do Trabalho, foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú, na capital paulista, um ato contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff, que se fez presente, junto as Centrais dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Intersindical.

No evento, apesar de ser aguardado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu devido a complicações com a voz por participação em outras manifestações no decorrer da semana, segundo o Instituto Lula.

Dilma aproveitou o momento para anunciar novas metas referente a alguns programas sociais, entre eles o aumento de 9% ao Bolsa Família. “Tomamos medidas que garantam a receita para este ano e viabilizar tudo isso sem comprometer o cenário fiscal”, disse Rousseff.

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Conjuntamente com o benefício, também anunciou sobre a correção do Imposto de Renda, ou seja, reajustou a tabela na faixa de renda para pessoa física em 5%, com data para vigorar em 2017. Além disso, também apresentou um projeto de pelo menos 25 mil novas moradias ao Programa Minha Casa, Minha Vida e a ampliação da licença paternidade para 20 dias aos agentes públicos da administração do Governo Federal.

Nesta quinta-feira (28), em uma análise contrária, o secretário do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira, em conversa citou o "espaço fiscal" (sobre a margem de folga no Orçamento), disse não haver nenhuma possibilidade disponível de recursos para o orçamento de 2016. Sendo assim, fica inviável qualquer reajuste dessa modalidade em um momento de tantas dificuldades.

A única opção em que o secretário fez uma ressalva foi referente um possível reajuste em até 1 bilhão, vinculado ao  Bolsa Família, mas alertou que em decorrência da #Crise econômica no país e as contas públicas, a utilização desse recurso é incabível, pois somente se dará mediante a uma nova meta fiscal, sugerida pelo Governo Federal, com aprovação do Congresso Nacional.

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Lembrando que tal reajuste ocasionaria um rombo ainda maior (R$ 96,6 bilhões) para o ano 2016.

Em contrapartida, o Palácio do Planalto avaliou de forma positiva e esclareceu que as propostas não são objetos que viabilizam rombos no Orçamento, mas sim a garantia de fortalecimento das prioridades sociais como é o caso em questão (Bolsa Família).

Quanto as estatística, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) apresentou indicativos que o Bolsa Família alcançou R$ 28,11 bilhões para o orçamento de 2016, em comparação, R$ 26,41 bilhões pagos em 2015 e R$ 26,12 bilhões em 2013. Lembrando que, segundo informações do próprio MDS, o último reajuste do benefício ocorreu em 1º de maio de 2014.

Portanto, a crise econômica no Brasil continua preocupando especialistas. Medidas que causam forte impacto na econômica devem ser adotadas com pareceres extremamente criterioso, pois há uma  grande possibilidade dos riscos alcançarem  o déficit orçamentário, provocando o desequilíbrio fiscal. #Dilma Rousseff #Impeachment