De acordo com o jornal O Globo, Dilma Rousseff está estudando enviar a Congresso proposta para que sejam realizadas novas eleições em outubro deste ano. Ela enviaria a proposta de emenda constitucional e renunciaria ao cargo de presidente da República. Dilma ainda pediria que Michel Temer, o vice-presidente, fizesse o mesmo.

De acordo com o jornal, Dilma faria o pronunciamento em cadeira nacional, por televisão e rádio, sexta-feira (06), poucos dias antes da votação do processo do impeachment no Senado. Caso o processo seja aprovado para análise, ela será afastada por até 180 dias do cargo e Temer assumirá o cargo como "presidente em exercício". 

A provável atitude de Dilma não é unanimidade entre os seus ministros.

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Ainda de acordo com o jornal, o ministro da Casa Civil Jaques Wagner e da Secretaria do Governo Ricardo Berzoini concordam com a ideia de novas eleições. Já a vontade da presidente é conseguir consenso entre os movimentos sociais sobre o assunto.

Governo prevê derrota no Senado

O governo Dilma Rousseff tem apoio de apenas cinco senadores entre os 21 da Comissão Especial do #Impeachment. Tendo em vista este cenário, não há a expectativa de reverter a já provável aprovação do processo. O relatório de Antonio Anastasia será apresentado nesta quarta-feira (04) e votado dois dias depois, na sexta-feira (06), dia em que Dilma supostamente renunciaria.

José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, ainda defenderá a presidente mais uma vez antes da votação acontecer, mas sua defesa não deve alterar muito o cenário.

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A sessão de hoje (02) servirá para ouvir especialistas que foram indicados pela acusação. Senadores do PSDB assinaram convites para pesquisadores e professores que concordem com a acusação das pedaladas fiscais como crime de responsabilidade, além dos decretos orçamentários que foram editados sem aval do Congresso, para falar na sessão de hoje.

Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do TCU, será um dos principais nomes da sessão. Já seis meses antes do processo ser deflagrado por Eduardo Cunha, ele assinou representação pedindo a investigação das pedaladas fiscais. 

Amanhã, serão convidados especialistas convidados por senadores que integram a base pró-governo.

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