A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, decidiu nessa semana, que a presidente afastada do Executivo, #Dilma Rousseff, tem até 9 dias (contados a partir de 19/05) para justificar a razão pela qual ela considera que o processo de impeachment foi uma manobra golpista da esquerda para usurpar a presidência.

A ação que gerou a decisão da ministra foi ajuizada pelos deputados Júlio Lopes (PP-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Pauderney Avelino (DEM-AM), Rubens Bueno (PPS-PR), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Paulo Pereira da Silva (SD-SP), através da Procuraria Parlamentar da Câmara.

No processo, os parlamentares coletaram uma série de declarações de Dilma Rousseff, ditas recentemente em entrevistas e discursos.

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De acordo com os deputados, Dilma cometeu um ato grave ao difamar a imagem da Câmara em suas declarações recentes.

Rosa Weber afirma que a obrigação imposta pelo STF não representa represálias ou quaisquer tipos de repreensões ou juízos de valor à Dilma. A ministra declarou ao jornal O Globo que essa é apenas um direito que todos os cidadãos têm de conhecer os motivos da presidente afastada, Dima Rousseff, para compreender por que usou (e ainda usa) o termo “golpe” em suas declarações. Weber ainda garante que a interpelação judicial foi julgada com base nos princípios inerentes ao processo legal, tais como o da isonomia e imparcialidade.

O objetivo dos parlamentares que demandaram o pedido na ação judicial é a confirmação oficial, com argumentos mais contundentes e convincentes, que a presidente afastada é realmente vítima de um golpe de Estado.

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O STF deseja que Dilma Rousseff especifique quais atos caracterizam e especificam um suposto golpe. E, ainda, quais são os responsáveis pela eventual ilegalidade.

É válido recordar que até mês passado, os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello do STF, rejeitaram a hipótese de que o impeachment seria um golpe, baseados nos argumentos de que o citado processo havia seguido a Constituição e as regras do próprio Supremo Tribunal Federal. Essa tese foi levantada pela referida corte, quando o processo de impeachment ganhou a maioria dos votos na Câmara dos Deputados.Para Os Estados Unidos, Argentina e Organização dos Estados Americanos (OEA) não houve golpe no processo de impeachment. No entanto, há países como El Salvador, dentre outros da América Latina, que não reconhecem a legalidade da posse do presidente interino, Michel Temer.

Leia aqui a situação do Brasil assumida por Temer e veja aqui como Temer está sendo visto pelos brasileiros.  #Investigação Criminal #Congresso Nacional