Ao que parece, toda aquela segurança que #Eduardo Cunha (PMDB - RJ) sempre ostentou foi por água abaixo. Depois da decisão inédita do STF - Supremo Tribunal Federal - de suspender, por unanimidade, o mandato do deputado federal e, por consequência, o afastamento imediato da presidência da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha teria ficado transtornado e sem saber o que fazer. 

Segundo o portal de notícias G1, Eduardo Cunha foi alertado por seus aliados que o STF, pode pedir a prisão preventiva do deputado a qualquer momento por obstrução da justiça.

Eduardo Cunha está com as "barbas de molho"

Alguns aliados de Cunha acompanharam, na noite de quinta-feira (5), a votação do STF, na casa do deputado.

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Logo depois do resultado que confirmou o afastamento de depudado, os mais chegados o alertaram que ele pode ter o pedido de prisão preventiva decretada por obstrução da justiça, caso tente alguma manobra.

Como a suspensão do mandato de Eduardo Cunha foi contundente, eles avaliam que pode acontecer com o deputado o mesmo que aconteceu com Delcídio do Amaral.

Em outras palavras, os aliados deixaram claro para Cunha que o STF vai ficar de olho nos próximos passos do deputado e que, mediante a qualquer movimento na intenção de interferir nas investigações da Lava Jato, nas investigações internas da Câmara e no processo de cassação, ele vai ser preso.

Um aliado bem próximo do presidente afastado da Câmara, afirmou para o G1, "Agora, todo mundo terá medo de cumprir ordens de Cunha para retardar o processo no Conselho de Ética, agora Cunha tem que ficar quieto".

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Aliados de Cunha querem a renúncia

Com a confirmação de seu afastamento, o parlamentar optou por ficar em casa. Nesta sexta-feira (6), vários deputados o visitaram e revelaram que ele está sem saber o que fazer, totalmente perdido.

Aliados e membros do "Centrão", acreditam que a melhor saída é a renúncia de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, para salvar seu mandato, garantindo, assim, sua imunidade parlamentar. 

Já existe um movimento na Câmara dos Deputados para encontrarem uma forma de realizar novas eleições para a presidência da casa. #Reforma política #Crise-de-governo