Na madrugada dessa quinta-feira (05), o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), acatou o pedido feito em dezembro do ano passado, pela Procuradoria Geral da República, de suspender o presidente da #Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha.

A partir de agora, Eduardo Cunha, ficará suspenso de suas atividades como parlamentar, mas não perderá a prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal.

Também nessa quinta-feira, Teori colocará em pauta no Supremo para análise dos outros ministros a sua decisão suspensiva, visando referendar a liminar concedida.

Segundo fontes próximas a corte, já existe uma maioria de ministros do Supremo favoráveis a manter a decisão de Teori.

Publicidade
Publicidade

Outro pedido de afastamento de Cunha também seria discutido hoje interposto pelo partido Rede Sustentabilidade, porém não será necessário com essa decisão de acatar o pedido da Procuradoria Geral da República.

Cunha foi informado de sua suspensão no Congresso por telefone

Segundo reportagem da revista Época, a notificação do Supremo Tribunal Federal sobre o afastamento de Eduardo Cunha foi feita por telefone. A partir de agora, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), vice-presidente da Câmara, assumirá as funções de Cunha no #Congresso Nacional.

Substituto de Cunha, também é investigado na Operação Lava Jato

Waldir Maranhão está cumprindo seu terceiro mandato como deputado federal e também integra o time de parlamentares investigados na Operação Lava Jato. Maranhão começou a ser investigado, após a delação de Alberto Yousseff que citou o nome do parlamentar como um dos beneficiários do esquema de distribuição de propinas da Petrobras.

Publicidade

Na votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Maranhão se posicionou contrário ao prosseguimento do processo de impeachment, contrariando a decisão de seu partido, PP. A punição por sua atitude foi a destituição de seu cargo de presidente do diretório do PP no estado do Maranhão.

Logo após a decisão suspensiva, Cunha recebeu aliados em sua residência

A primeira atitude de Eduardo Cunha após receber a notícia de sua suspensão foi a de reunir aliados em sua Residência Oficial na Câmara. Entre eles, o seu aliado mais próximo, Paulo Pereira da Silva do partido Solidariedade.

Aliados consideram que o afastamento de Cunha foi feita devida a postura de Eduardo Cunha que sempre criticou publicamente a Procuradoria Geral da República e a pessoa de Rodrigo Janot por envolver seu nome nas investigações da Operação Lava Jato.