Uma escuta ambiental foi encontrada há duas semanas no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso. Segundo informações do STF, o aparelho estava desativado e dentro de uma caixa cheia de fios embaixo de uma mesa. Agora, ele passa por análises técnicas e ainda não há comprovações de que houveram conversas interceptadas.

Como o dispositivo se encontrava desligado, o STF divulgou que não vai ter a necessidade de uma investigação sobre quem poderia ter colocado a escuta no gabinete, e por questões de segurança, não irá publicar maiores detalhes sobre o caso.

Pelo que é divulgado, periodicamente equipes de segurança fazem varreduras nos gabinetes para encontrar grampos.

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Mas, ao que tudo indica, essa história de escutas no STF não é nada nova e já vem acontecendo há algum tempo, porém, não há muita repercussão sobre os casos.

Em 2008, a revista ¨Veja¨ chegou a revelar uma conversa entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-senador Demóstenes Torres, que na época teriam sido grampeados pela ¨Abin¨, a Agência Brasileira de Inteligência. #Lula, que era o presidente na época, determinou o afastamento de toda a cúpula da Abin alegando querer a transparência nas investigações sobre grampos ilegais.

Entre os casos mais importantes que o ministro Barroso relatou a corte ultimamente está o impeachment de Dilma Rousseff, mas em outra ocasião chegou a considerar que 180 dias de afastamento da mesma seria muito tempo para o país ficar parado. 

O parecer do Ministro Luís Roberto Barroso da época:

"O prazo de 180 de afastamento do Presidente da República, previsto no art. 86, § 2º, da Constituição, corresponde a um lapso razoável para a conclusão do processo por crime comum ou de responsabilidade. Pela tese da inicial, o País ficaria virtualmente paralisado, já que não poderia ser administrado nem pelo Presidente afastado, nem pelo Vice-Presidente. De resto, a pretensão do impetrante significaria dar uma espécie de estabilidade aos atuais Ministros de Estado, que eles não teriam na hipótese de não afastamento da Chefe do Poder Executivo".

Ultimamente, Barroso rejeitou um pedido do PT em Goiás que queria que a Corte proibisse Michel Temer de exonerar ministros de Estado da ex-presidente.

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No caso, ele achou que seria uma ¨interferência excessiva¨ do STF na política e alegou que tal nomeação era privativo do antigo governo. #Corrupção #Investigação Criminal