O "Estadão" publicou um editorial que deixou muita gente revoltada. A nota trazia um texto dizendo que nosso país, assim como a democracia conseguida e também suas instituições, estariam sendo "enxovalhados" em vários países por causa de uma campanha que, de acordo com a empresa, estaria divulgando mentiras no intuito de mostrar a "ilegitimidade" do governo de Michel Temer. E isto era só o início da polêmica.

Continuando a publicação, o "Estadão" disse que já não resolve apenas que o Itamaraty comece a orientar como deverão ser respondidos estes absurdos, resultantes do que chamou de "ousadia dos delinquentes a serviço da causa lulopetista". O jornal declarou ser necessária uma atitude mais rígida que venha a derrubar as "mentiras" divulgadas por quem era a favor do governo de Dilma Rousseff e da permanência do PT na administração do país.

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E logo em seguida, o editorial começa a se dirigir diretamente ao que de fato está incomodando, e cita o nome do americano Glenn Greenwald, dizendo que ele teve coragem de divulgar uma reportagem alegando que Michel Temer não tem condições de assumir a presidência da república, uma vez que ele está impedido pela Justiça e por 8 anos não pode se candidatar a nenhum cargo público.

Glenn Greenwald é americano, advogado, jornalista e especialista em Direito Constitucional. Ele é responsável por divulgar no "The Guardian", um jornal britânico, todas as informações referentes à vigilância global feita pelos Estados Unidos através da NSA, tendo como prova os documentos obtidos com exclusividade junto a Edward Snowden. Foi com esta matéria que ele faturou o "Pulitzer Prize" em 2014, além do "Prêmio Esso de Reportagem" também com artigos referentes à vigilância montada pelos Estados Unidos.

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Greenwald vem recebendo forte apoio dos usuários do Twitter e entre os assuntos mais comentados da redes social nesta segunda-feira (30) está a hashtag “#SomosTodosGreenwald”.

Através desta hashtag, muitas pessoas estão fazendo denúncias, criticando o "Estadão" e mostrando que Greenwald tem toda liberdade para se expressar e mostrar o outro lado desta história que dividiu o Brasil, com a saída de Dilma e a permanência de Temer na presidência.

#Reforma política #Michel Temer #Crise-de-governo