O ex-deputado federal e ex-presidente do Partido Progressista, Pedro Corrêa, declarou, em acordo de delação premiada com Ministério Público Federal (MPF), que o ex-presidente Lula, além de ter conhecimento de todo o esquema de propinas dentro da Petrobras, seria o responsável pela indicação de Paulo Roberto Costa para a diretoria da estatal. Este seria considerado um dos principais 'homens fortes' que comandariam  o repasse de dinheiro aos beneficiados pelo #Petrolão e que teria ligação direta com o petista.

Apesar de ainda não constar como homologado pela Justiça, o acordo apresenta, em determinados trechos, relatos dos diálogos de #Lula com o ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra.

Publicidade
Publicidade

O assunto entre ambos era somente um: a nomeação do homem de confiança de Lula, para ocupar um cargo estratégico para o esquema dentro da diretoria da empresa.

De acordo com os investigadores da operação Lava Jato, Paulo Roberto Costa, como diretor de Abastecimento,  era o responsável por movimentar o milionário esquema de corrupção na estatal brasileira e que operou cerca de R$ 89 milhões de propinas, sob a forma de contratos com empresas. Coincidentemente, quando foi detido pela operação, Costa foi o primeiro réu a fechar um acordo de delação premiada.

Nos trechos, o assunto da indicação feita por Lula era objeto de discussão por parte de Dutra, o qual procurava mostrar ao ex-presidente que haviam resistências internas para a nomeação do seu indicado. O ex-presidente fez questão de lembrar do acordo com o PP e que Costa era uma indicação antiga do partido.

Publicidade

Além disto, segundo Corrêa, Dilma Rousseff teria atuado também para conseguir a indicação do 'homem  forte' de Lula. 

Segundo o site G1na edição da revista Veja, publicada nesta sexta-feira, dia 27, havia um disputa interna entre o PP e do PMDB, que começava a ganhar espaço dentro do esquema. De acordo com a delação, Lula teria dito que a empresa estava lotada de recursos e que a diretoria era grande demais para beneficiar a todos.

Segundo Corrêa, a ordem de atender a todos os partidos que estivessem no 'negócio' partiu de Lula, e que o primeiro que veio para a negociação foi o PMDB, na pessoa do atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em  companhia do deputado Aníbal Gomes. Depois, foi a vez do também senador Romero Jucá e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. O ex-presidente do PP afirmou que, durante as conversas, o partido do Temer cobrou para aceitar tanto Paulo Eduardo Costa quanto Nestor Cerveró  nos cargos da diretoria da empresa. Por esta transação, a sigla pediu a quantia de US$ 18 milhões.

Publicidade

Entretanto, somente US$ 6 milhões foram repassados a tempo de custear a campanha do ano de 2006.

O Instituto Lula, em nota, repudiou tais declarações afirmando que o petista vem sendo alvo frequente de uma intensa perseguição, em suas viagens, contas pessoais, tributos pagos e em seus diálogos frequentemente gravados para uma verdadeira devassa. Ainda, em nota, o mesmo declarou que nada foi encontrado que comprometesse a conduta do ex-presidente, que sempre agiu dentro dos preceitos que a lei determina.  #Governo