Ricardo Melo, ao que parece, não aceitará passivamente a sua exoneração da direção da Empresa Brasileira de Comunicações (EBC). Em nota divulgada nesta quarta, o jornalista confirmou que estará recorrendo, na Justiça, para cancelar a decisão do presidente da República em exercício, Michel Temer. Segundo ele, a decisão do mandatário do país é uma violação a um direito jurídico, algo fundamental no Estado de Direito Nacional.

A exoneração de Melo, que, no último dia 03 de maio, havia sido nomeado pela presidente afastada Dilma Rousseff, foi publicada no Diário Oficial da União na manhã da última terça. Na ocasião, a EBC disse que seriam tomadas medidas para assegurar a permanência do jornalista no cargo.

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Na ocasião, o órgão de imprensa, ligado ao Governo Federal, citou de seu surgimento, através de lei protocolada em 2008, onde ficava estabelecido que o seu diretor seria eleito por quatro anos, sem haver coincidência com a Presidência da República.

Logo, Ricardo só poderia deixar a função em 2020. Além disso, era estabelecido que a destituição dos membros da Comissão Executiva seria possível apenas nas hipóteses legais ou recebendo dois votos de desconfiança do Conselho Curador ao longo de um ano de administração.

Ricardo Melo também recebe apoio da FENAJ

Não é só de seus agora ex-companheiros de EBC que Ricardo Melo tem apoio na busca por retomar o seu cargo. No domingo, quando ele ainda não havia sido exonerado, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) também lançou um publicado, onde afirmava, de maneira categórica, os riscos de haver uma quebra da legalidade tanto nessa situação quanto em outras decisões que afetariam a vida do país.

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Ainda conforme o grupo de profissionais da imprensa, a não ser dentro das condições legais, instituídas para evitar a sobreposição de vontades e/ou interesses pessoais sobre o bem maior ao povo brasileiro, quaisquer decisões não podem ser tomadas de maneira intempestiva.

Procurado pelos diversos meios de #Comunicação existentes (site, jornais e televisão), o Governo Federal não quis se pronunciar sobre o assunto. #Crise no Brasil #Dentro da política