Agnelo Queiroz, ex-governador de Brasília e a sua ex-secretária, Marília Coelho Cunha, dessa vez se envolveram em um escândalo, ambos agora são réus de um processo de improbidade administrativa. O que aconteceu foi que há dois dias do fim do mandato do petista, a gestora assinou uma portaria que aumentou a jornada de trabalho dele, o que fez o salário do político aumentar também.

O documento assinado foi referente aos meses janeiro e agosto de 2015, que foi quando Agnelo esteve de licença-prêmio.  Com a mudança de jornada de trabalho, ele chegou a receber cerca de R$22 mil em cada um desses meses.

Em sua defesa, Agnelo afirmou que a carga de trabalho ampliada fazia parte da sua rotina realmente, desde que ele era governador.

Publicidade
Publicidade

A ex-secretária também chegou a confirmar que não houve ilegalidade do benefício, além disso, ela citou um decreto de 2004 que prevê que cada servidor que retoma seu cargo original, deve assumir a jornada de 40 horas semanais.

O que chamou a atenção do juiz que aceitou o caso, foi, em especial, o fato de que o político não tenha pedido tal aumento oficialmente na época, e por não ter sido publicado no Diário Oficial.

Para o Tribunal de Justiça, com certeza, houve ilegalidade no ato que resultou em prejuízos aos cofres públicos.  Tal denúncia foi fundada pelo Ministério Público e corre em processo.

O ex-governador se mudou para Brasília, em 1980. No início, o objetivo dele era fazer residência em medicina como cirurgião-geral.  Sua trajetória política só começou mesmo dez anos depois, quando deixou os hospitais para ingressar na nova carreira.

Publicidade

O cargo de governador foi concedido ao parlamentar em agosto do ano passado. Na época, ele retomou ao trabalho com dois atestados médicos que, juntos, somavam 30 dias.  Segundo Agnelo, sua licença foi referente a um tratamento contra uma hérnia de disco que foi feito na Fiocruz.

Uma crise administrativa foi o motivo do afastamento de Agnelo da gestão do Distrito Federal. No ocorrido, houve suspensões de serviços que estavam em andamento como a manutenção de gramados, limpeza de canteiros e a segunda fase do programa ¨Asfalto novo¨. #Corrupção #Dentro da política #Crise-de-governo