O Presidente da República, em exercício, #Michel Temer, escolheu Pedro Parente, de 63 anos, para presidir a #Petrobras. O anúncio foi feita nesta quinta-feira (19) e o mais novo integrante da "era" PMDB concedeu entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, avisando que a estatal não terá diretores indicados por partidos políticos.

Para que Parente assuma a presidência da companhia petrolífera, o Governo Federal, acionista controlador, fez sua indicação para membro do Conselho de Administração afim de que o colegiado da empresa o aprove à presidência da estatal.

Engenheiro formado pela Universidade de Brasília (UnB), Pedro Parente é especialista em crises, além de ser um habilidoso articulador entre os parlamentares.

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Foi nomeado Ministro da Casa Civil no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e assumiu com a missão de eliminar conflitos políticos no órgão.

Também foi a Parente que FHC recorreu quando o país atravessou a maior crise energética de sua história. Apelidada de "Apagão", a contingência aconteceu entre julho de 2001 e fevereiro de 2002, últimos anos do segundo mandato do peessedebista à frente da Presidência da República. Naquela época, o fornecimento e distribuição de energia elétrica para o Brasil acabaram comprometidos pelas seguintes principais razões: falta do emprego de recursos financeiros em criação e ordenamento de energia, supressão de planejamento no setor e queda considerável nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas por conta da baixa incidência de chuvas naquele período.

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Outro fator que contribuiu para o "Apagão" foi a falta de exigências do Governo Federal por investimentos das empresas do setor energético, que já não estavam mais sendo controladas como estatais mas como instituições privadas. Em seus dois mandatos como Presidente da República, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso buscou enxugar a máquina do Estado ao máximo possível. Desta forma, as estatais do setor energético acabaram sendo privatizadas e o Governo deixou de ter controle sobre seus investimentos para a geração de energia.

Pedro Parente foi o coordenador das ações contra o "Apagão", organizando regras para racionamento e determinando investimentos nas térmicas a gás natural da Petrobras.

Sua notória competência na gestão, e eliminação, da crise energética e a vasta experiência no setor privado são os fatores que elegem as esperanças de que Parente possa resgatar o prestígio e, principalmente, a lucratividade da Petrobras.

Com a vitória de Lula nas eleições para a Presidência da República, em 2002, todo o processo de transição do governo do #PSDB para o PT foi organizado por Pedro Parente, que passou todas as informações do governo tucano aos petistas Antonio Palocci e José Dirceu.

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O engenheiro também é um executivo renomado do setor privado. Ao deixar a política, foi presidente da Bunge, uma das maiores empresas ligadas ao agronegócio e alimentos do mundo. No Grupo RBS, rede de comunicação com emissoras de rádio, TV e jornais na região Sul do país, Parente assumiu a vice-presidência executiva para organizar a reestruturação das finanças do conglomerado de mídia.

Em 2014, Pedro Parente e Lúcia Hauptman, sua esposa, fundaram uma empresa de consultoria financeira, a Prada Assessoria, destinada a milionários com problemas em suas finanças e empresas, conforme definição da imprensa.

As habilidades do novo presidente da Petrobras vão além de gestão financeira. Parente tem expertise em processos de cortes de gastos pois é especializado em controle, sendo um auditor de alto nível.

No governo Collor, a composição e implantação do orçamento da União foi feita por Pedro Parente, que também foi consultor externo do Fundo Monetário Internacional, o FMI.

As experiências públicas e privadas de Pedro Parente devem ser de fundamental importância no gerenciamento da Petrobras, que possui capital misto, oriundo de ambas as esferas. Atualmente ele é membro do Conselho de Administração da BM&FBovespa - bolsa de valores paulista.