O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, posicionou-se quanto a polêmica e frustrada decisão de Waldir Maranhão em anular a sessão de votação do #Impeachment que ocorreu em 17 de abril.

Gilmar referiu-se a conduta como mais uma 'Operação Tabajara' e declarou que se o caso não fosse circense, seria um ato criminoso por conta da tentativa de fraude à uma decisão democrática, realizada publicamente para que todos os brasileiros tivessem acesso ao resultado em tempo real.

Para Gilmar, a decisão de Maranhão não faz nenhum sentido, bem como aproveitou para criticar o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que cuida da defesa de #Dilma Rousseff durante o processo do impeachment.

Publicidade
Publicidade

Cardozo articulou com Waldir a aceitação do pedido de anulação: 'A gente fica com vergonha do nível jurídico'.

Logo que a anulação foi divulgada, a oposição iria recorrer ao STF para derrubar a decisão de Waldir, entretanto, pouco depois. o deputado federal Roberto Freire disse que a própria Câmara possuía legitimidade para declarar inepta a decisão. Aécio Neves também fez uma declaração pública de que o Senado deveria prosseguir com a votação conforme agendado.

Por fim, o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PPMD, decidiu ignorar a decisão tomada pelo parlamentar do PP e prosseguir com o processo do impeachment.

Publicidade

Sessão Plenária

Durante a sessão plenária dessa segunda-feira, 9, Ronaldo Caiado aproveitou sua oportunidade para discursar e repudiou a tentativa de Waldir em anular o impeachment, acusando-o de não ter nem lido o pedido de anulação, este que por sua vez foi entregue por Cardozo.

A senadora do Partido Comunista do Brasil, Vanessa Grazziotin, não gostou das criticas do senador e rebateu Caiado, pedindo mais decoro ao parlamentar do DEM.

Durante a sessão, o relatório da Comissão do Impeachment foi lido. A sessão foi marcada por muita agitação, tendo que ser interrompida por um momento porque alguns deputados contestavam a decisão tomada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. #Congresso Nacional