O advogado geral da União, José Eduardo Cardozo entrou nesta terça-feira, dia 10 com pedido de anulação do processo de #Impeachment contra Dilma Rousseff junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O processo que já foi aprovado em votação pela Câmara dos Deputados, deverá ser votado nesta quarta-feira, dia 11, pelo Senado.

O governo procura mostrar-se como vítima das negociações escabrosas de Eduardo Cunha

No pedido do #Governo, através de mandado de segurança, José Eduardo Cardozo tenta qualificar o governo como vítima de uma vingança por parte de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando ainda ocupava o cargo de presidente da Câmara.

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Através de negociatas e barganhas, o peemedebista tentou o apoio de Dilma contra a abertura de um processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética. Em troca, ele não acataria as denúncias contra a presidente e assim não iniciaria o processo de impeachment.

Durante a sessão da Comissão da Câmara, os deputados do PT que faziam parte da mesma votaram contra Cunha. Isto foi o suficiente para que o deputado acatasse, poucas horas depois, as denúncias contra a presidente e que desse início a seu processo de afastamento do poder.

Nas sua considerações, Cardozo argumentou que "Tal imoral proceder consistia em equilibrar-se entre governo e oposição a fim de barganhar apoio para o não recebimento da representação oferecida perante o Conselho de Ética. Ao primeiro, oferecia o arquivamento das denúncias contra a Presidenta da República; à segunda, oferecia o contrário, o acolhimento de alguma delas”.

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Ainda segundo o governo, as manobras de Cunha não cessaram por aí. Ele se utilizou do regimento interno para acelerar a tramitação do processo contra Dilma com votação em plenário nas segundas e sextas, liberou os líderes a orientarem as votações em suas bancadas e instruiu aos seus autores para o aditamento do documento de acordo com as norma regimentais da Câmara.

Segundo Cardoso, o ex-presidente da Câmara se utilizou de algumas manobras, na tentativa de limitar a presidente em seu direito à defesa.  Ele escolheu o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) para o cargo de relator do processo. Cunha então 'negociou' a elaboração de um relatório contra Dilma. Em troca, Arantes teria o apoio do peemedebista para sucedê-lo na presidência da Casa. A isso, o advogado classificou como uma  "barganha imoral".

A votação do impeachment no Senado

Nesta quarta-feira, dia 11, deverá ser feita a votação do processo de impeachment no Senado. Nesta segunda-feira, dia 09, o presidente interino da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu pela anulação da votação do processo na Câmara. Entretanto, nas primeiras hora desta terça-feira, dia 10, o mesmo decidiu pela revogação do ato. #Dilma Rousseff