As projeções feitas pelos economistas brasileiros apontam que o Governo Federal somente deve voltar ao ‘azul’ daqui a seis anos, em 2022, isso caso a proposta do presidente interino #Michel Temer (PMDB), para o crescimento dos gastos públicos da União, seja aprovada pelo Congresso Nacional, o que pode acontecer já na semana que vem. Isto significa que as contas públicas no país, provavelmente, só devem iniciar um registro de superávit no último ano de gestão/mandato do próximo presidente da República, que será eleito nas urnas em 2018.

Ainda segundo as projeções dos economistas do país, será quase impossível para o atual Governo Federal evitar o aumento de impostos para controlar a dívida pública da União, mesmo colocando em prática aquele que já vem sendo considerado pelos especialistas como o possível maior arrocho nas despesas públicas de toda a história da política e da econômica no Brasil, desde o início do período republicano, no final do século XIX.

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Economistas também apontam que os gastos governamentais podem sofrer um recuo significativo no Brasil dentro de um prazo de dez anos, chegando a marca de, aproximadamente, 16% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, somente em 2026 o superávit primário alcançaria novamente um nível “confortável”. Atualmente, os gastos do Governo Federal giram em torno de uma projeção de 20% do PIB brasileiro, o que agrava, ainda mais, a #Crise econômica no país.

Crescimento da dívida pública

Para o economista Adriano Fonseca, o controle do crescimento da dívida pública será o maior desafio do governo interino do peemedebista Michel Temer.

“O rombo nos cofres públicos brasileiros é algo tão desastroso que será preciso tempo para, ao menos, controlá-lo. Este será o grande desafio de Michel Temer e seus aliados de governo interino.

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Um caminho claramente visível, e que já foi apontado por quase todos os economistas no país, é com relação à diminuição da taxa implícita de juros da dívida, que está acima de 16%, o que, sabemos, não será nada fácil para se conseguir.”, garante Fonseca.

“E mesmo que se consiga, nos próximos meses, chegar a um patamar mais baixo da taxa implícita de juros da dívida pública, ainda assim, se levaria cerca de cinco anos para ser alcançado um nível de estabilização desta dívida. Na prática, quem continuará sofrendo o impacto dessa crise econômica é a população, que terá que prosseguir se adaptando a um país endividado e sem projeções rápidas de mudanças.”, conclui o economista.

Brasileiros divergem quanto a capacidade do novo governo de controlar a crise

Para Marina Aguiar, 23, estudante de mestrado em Ciências Sociais, o governo interino não tem meios para controlar a crise em um tempo ágil, como muitos estão esperando.

“A crise econômica é muito grave e a maior parte da população está se iludindo, acreditando que Michel Temer é o ‘salvador da pátria’ que vai concertar o Brasil em dois anos.

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Isso é utopia. Em menos de dez dias no governo as primeiras instabilidades já surgiram, como o vazamento do áudio de Romero Jucá. Ou seja, mudam-se as peças, mas continua o mesmo jogo. Tiraram Dilma por uma questão de acirramento político. Estes que estão aí também não vão fazer muita coisa pelo Brasil. Infelizmente, vamos continuar pagando.”, lamenta Marina.

Já Eduardo Marinho, 21, estudante de jornalismo, defende o governo interino e acredita na competência dos que atualmente estão no comando do país.

“Não quero entrar no mérito da questão se esse governo é legítimo ou não. Apenas acredito que Michel Temer tem uma história política maior encorpada do que Dilma Rousseff, e pode, sim, comandar o Brasil neste atual momento crítico. Dilma perdeu o rumo consideravelmente. O país estava naufragando e ela não tinha mais o controle da situação. Entendo os que criticam o processo de impeachment, mas, ‘a essa altura do campeonato’, rivalidade ideológica não vai levar o Brasil a nada. Temer tem bagagem para recolocar o país no eixo, e é isso que eu espero.”, opina Eduardo. #Crise-de-governo