Na última semana o #Governo Temer obteve uma importante vitória no Congresso ao conseguir aprovar a mudança da meta fiscal, que incluiu um déficit de R$ 170 bilhões. Mas, apesar de a conquista indicar um clima favorável ao presidente interino na Câmara e no Senado, o governo ainda pode ter resistência para aprovar pautas econômicas, sobretudo as mais delicadas, como o teto nos gastos públicos e a reforma da Previdência.

Teto nos gastos públicos

A proposta de impor um teto nos gastos públicos foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na última terça-feira (24), e tem como objetivo criar limite para as despesas do governo tendo como base a inflação do ano anterior.

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O projeto será apresentado ao Congresso na forma de PEC (Proposta de Emenda Constitucional) e deverá ser votado no curto prazo. Mesmo antes de ser submetido à apreciação dos parlamentares a proposta já promete ter resistência para que sua aprovação ocorra nos termos anunciados pela equipe econômica de Temer. A principal questão, segundo apuração do jornal Estado de S. Paulo, estaria na restrição dos gastos com Educação e Saúde, medida que não é vista com bons olhos pela base aliada, sobretudo por deputados e senadores do DEM, PP, PR e PSD.

Ouvido pelo Estadão, o senador Cássio Cunha Lima, do PSDB da Paraíba, disse apoiar uma modificação na proposta apresentada por Henrique Meirelles. Para ele, a atuação do governo está bastante ligada à oferta de Educação e Saúde, demandas básicas da população, que, segundo o senador, deveriam ser preservadas, ainda que com a redução de outras áreas.

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A preocupação de Cunha Lima é compartilhada pelo deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM), que revelou a mesma dúvida em declaração ao jornal O Globo.

Reforma previdenciária

Apesar de ser um assunto que deverá levar algum tempo para ser votado e discutido no Congresso, a reforma previdenciária já ocupa uma parte importante das discussões entre os parlamentares e o governo. O tema é considerado por muitos o mais polêmico nas propostas de reforma de #Michel Temer, ao lado da reforma trabalhista, e ainda é motivo de bastante questionamento entre deputados e senadores, até mesmo aqueles do partido do presidente interino.

Entre a maioria dos parlamentares há o consenso de que a reforma da Previdência deve ser feita, mas ainda impera uma discordância sobre os termos da questão. Para muitos, a reforma deve ser aprovada em termos mais brandos do que aqueles especulados pela equipe econômica do governo. Em geral, há a preocupação em manter os direitos adquiridos pelos trabalhadores. Nesse quesito, é provável que o governo apresente uma proposta mais dura a fim de que seja flexibilizada pelo Congresso. 

Otimismo

Apesar do clima de desconfiança, membros da base aliada demonstram otimismo com as votações do Congresso.

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Para o deputado André Moura, do PSC de Santa Catarina, que atualmente é líder do governo na Câmara, a base aliada está unida para aprovar as medidas apresentadas pelo presidente interino, como teria sido evidenciado na votação que aprovou a meta fiscal. O secretário de governo, Geddel Vieira Lima, também afirmou acreditar na aprovação dos temas e disse desconhecer que exista uma resistência, mas, caso ocorra, caberá ao governo se apresentar para o diálogo a fim de superá-la. #Congresso Nacional