Parte da imprensa europeia vem publicando críticas ao processo de impeachment no Brasil e ao #Governo presidido interinamente por Michel Temer (PMDB). Para se defender das notícias desfavoráveis, o governo passou a enviar cartas aos veículos de comunicação da Europa. Mas, no âmbito interno, a gestão vem se complicando com as “feridas” que se abrem provocadas por mais um caso negativo envolvendo um ministro.

O jornal britânico Financial Times escreveu na semana passada que o ministro de Relações Exteriores, José Serra, não nutre simpatia pelo Mercosul. “José Serra deixou claro que não é fã do Mercosul e pode propor mudanças em breve”, disse a reportagem.

Publicidade
Publicidade

Diante disso, uma das cartas, assinada por Serra, já foi publicada nesta segunda-feira (30) no próprio Financial Times. No comunicado, o ministro brasileiro contesta a afirmação de que ele reprova o Mercosul. “Ao contrário do que o artigo sugere, estou plenamente convencido da importância do Mercosul e estou pronto para trabalhar com nossos parceiros”, escreveu.

Já o jornal The Guardian se referiu ao processo de impeachment que afastou a ex-presidente Dilma Rousseff publicando um manifesto, assinado por 20 deputados britânicos, o qual classificou o fato como um “insulto à democracia brasileira”.

Em resposta às críticas, o embaixador do Brasil para o Reino Unido, Eduardo dos Santos, disse, através de carta publicada sábado (28) no The Guardian, que o processo de impeachment cumpre rigorosamente com os requisitos da Constituição Federal e do estado de Direito.

Publicidade

“É incorreto descrever o processo em curso como uma manobra política”, ressaltou Santos.

Gravação envolvendo o ministro Fabiano Silveira

Mas o discurso da oposição ao governo Temer que ganhou eco nas páginas da imprensa europeia teve, neste domingo (29), um reforço nos argumentos após a veiculação da reportagem exclusiva do “Fantástico”, da TV Globo. A matéria mostrou trechos de conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com a participação do atual ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, quando ele ainda era conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A gravação revela Silveira aconselhando Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros, sobre como deveriam agir em relação às investigações da Operação #Lava Jato. Em mensagens postadas nas redes sociais, o ex-ministro da presidente afastada Dilma Rousseff, Jaques Wagner, criticou hoje (30) a situação.

“Em menos de uma semana, Silveira é o segundo ministro de Temer a ser acusado de obstruir a Lava Jato, mostrando claramente que o governo ilegítimo não tem nenhum compromisso com o combate à corrupção”, escreveu o petista, citando o caso de Romero Jucá, que deixou o ministério do Planejamento na semana passada. #Michel Temer