Está marcada para hoje (4) uma seção onde o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do processo de impeachment no Senado, deverá apresentar o seu parecer onde orienta ou não a continuidade no processo de impedimento da presidente #Dilma Rousseff.

Nos últimos dias foram ouvidos pelos senadores especialistas pró e contra #Impeachment e também os autores do processo e ministros pró-governo, em uma tentativa de conseguir votos favoráveis e contra o impeachment. Foi dada a oportunidade para ambas as partes se posicionarem, os especialistas comentaram sobre o principal motivo ao qual foi embasado o processo, as famosas "pedalas fiscais" que acarreta no crime de responsabilidade e que oposição e autores do processo alegam ter sido cometido pela presidente.

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Sendo Anastasia de partido opositor ao governo, é esperado que o relatório elaborado pelo mesmo seja favorável à aprovação do processo de impeachment devendo então seguir para plenário, onde será votado.

No dia 29 de abril o relator informou que haveria em seu relatório citação da operação "Lava Jato", mas não especificou a forma como será tratado esse assunto. Para governistas, a operação não pode ser inclusa no processo como mais um tema de denúncia, já que o processo está baseado em "pedalas fiscais" e nos decretos de créditos suplementares liberados sem a aprovação do Congresso Nacional.

Na última quinta-feira, Janaína Paschoal uma das autoras do processo e impeachment da presidente, declarou à comissão que os senadores devem levar em consideração as investigações da operação Lava Jato.

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Para a seção de hoje, não poderão ser feitas perguntas ao relator e nem poderão ser discutidos assuntos pertinentes ao parecer; o debate será aberto apenas na seção de quinta-feira (05), quando estará presente também José Eduardo Cardozo que é advogado-geral da União, que terá uma hora para manifestar defesa sobre o relatório, os parlamentares não poderão indagar Cardozo.

A votação do parecer será no dia 06 e independente do resultado, o parecer será levado para plenário no dia 11, onde será votado pela abertura ou não do processo. #Senado Federal