Após mais de 20 horas de sessão em plenário, o Senado Federal decidiu na manhã desta quinta-feira (6h30), 12 de maio, por 55 votos a favor, abrir o processo de impeachment contra a presidente da República Dilma Vana Rousseff (Partido dos Trabalhadores). Por conta disso, Dilma será afastada do comando do Palácio do Planalto pelos próximos 180 dias, quando haverá uma nova votação no Senado para decidir se a mesma retornará, ou não, para o seu cargo. Esta última sessão será liderada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Ricardo Lewandowski.

#Dilma Rousseff, atualmente com 68 anos, deverá receber a carta de afastamento ainda nesta quinta-feira, por volta das 11 horas da manhã.

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Ela somente estará oficialmente afastada da presidência da República quando a referida carta estiver assinada. Durante todo o dia de ontem, circulou em Brasília rumores de que a presidente foi orientada pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, e por demais líderes políticos do PT, a não assinar o documento no dia de hoje, para forçar o vice-presidente Michel Temer (PMDB), 75 anos, a tomar posse apenas amanhã, uma sexta-feira 13, como forma de “desejar má sorte” para o novo governo.

É importante ressaltar que Temer somente poderá assumir o gabinete da presidência da República no Palácio do Planalto quando a carta de afastamento estiver assinada por Dilma Rousseff. O vice-presidente acompanhou a votação no Senado do Palácio do Jaburu, em Brasília, sede oficial da vice-presidência.

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Já Dilma assistiu a tudo da residência oficial da presidência, também na capital federal. No placar final da votação no plenário, 22 senadores votaram contra o afastamento da petista. Dos 81 senadores eleitos, 78 compareceram para a votação (três não apareceram e um se absteve do voto, no caso, o próprio presidente da Casa, Renan Calheiros, do PMDB).

Havia a possibilidade da presidente Dilma Rousseff descer, ainda no dia de hoje, a rampa do Palácio do Planalto, em um ato simbólico do seu afastamento. No entanto, o ato já foi descartado pelo PT, pois, segundo o ex-presidente Lula, que orientou Dilma a não realizar a referida ação, este seria um símbolo de que a petista já aceitou a derrota (Lembrando que Dilma ainda não sofreu o #Impeachment. Ela foi afastada por 180 dias e terá, neste período, tempo para se defender e tentar evitar o seu afastamento definitivo).

Esta é a segunda vez, em 31 anos de redemocratização política no Brasil, que um presidente da República, eleito por voto popular, é afastado do cargo de líder principal do país.

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Em 1992, Fernando Collor de Mello passou pelo mesmo processo por qual passa hoje, 24 anos depois, Dilma Vana Rousseff. Com a confirmação do afastamento de Dilma, Michel Temer, mesmo de forma ainda interina, se torna o 41° presidente da República do Brasil.

“Maior desafio de Temer será o resgate da economia do país”, diz especialista

O cientista político Jorge Gomes avalia os desafios que Michel Temer enfrentará em seu mandato como presidente interino da República.

“O resultado no Senado já era esperado. Não há nenhuma surpresa no placar. A expectativa agora é saber como será o novo governo. Acredito que o maior desafio de Michel Temer será o resgate da economia do país. Muita gente apoia o impeachment porque acredita que o peemedebista tem maiores condições de recuperar o Brasil do que tinha Dilma Rousseff, que estava à frente de um governo falido e totalmente comprometido por conta das inúmeras séries de corrupção no qual estava imerso. Se Temer não apresentar soluções imediatas, ele será bastante cobrado e terá problemas, não tenha dúvidas. Vamos observar.”, afirma Gomes. #Crise-de-governo