O que acontece com o Brasil devido ao quadro político e econômico adversos dos últimos tempos? Ao invés de grande parte do povo comum depositar a confiança na tomada de decisões e gestão dos seus líderes políticos e/ou religiosos, é justamente o contrário. Também não é para menos, pois muitos desses mesmos líderes comportam-se de modo, no mínimo, curioso e, por que não dizer, questionável. 

Para quem não sabe, existe um decreto nacional de nº 5.978, datado do ano de 2006, que expressa claramente que líderes religiosos independente da denominação professada pelos mesmos, não podem sob hipótese alguma, ganhar o direito ao uso do passaporte diplomático

Os únicos cidadãos que têm a oportunidade de fazer uso desse documento especial são: o presidente da República; o seu vice-presidente; autoridades de relevância política, como ex-presidentes, ministros, governadores; pessoas que desenvolvam atividades em cargos de caráter atípico; militares atuantes em missões da ONU; ministros do Supremo Tribunal Federal; componentes do Congresso Nacional; juízes brasileiros que tenham de participar de tribunais internacionais por algum motivo e por fim, o procurador-geral da República. 

Obviamente, há uma explicação plausível e criteriosa para isso, pois o Itamaraty desde sempre, fez questão de explicar que o indivíduo que recebe um passaporte diplomático gratuito, será identificado como um “agente do governo”, o que lhe concede benesses, tais como a liberação de vistos nas fronteiras de determinados países e primazia ao atendimento nos postos oficiais que cuidam da imigração.

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O único item que o passaporte diplomático não confere ao indivíduo é a “imunidade diplomática”. 

Contrariando a lógica e o aspecto legal do já estabelecido em relação ao tema por decreto, José Serra do #PSDB-SP, que é o atual ministro das Relações Exteriores do presidente interino Michel Temer, sem coerência alguma, simplesmente liberou um passaporte diplomático válido por 3 anos para Samuel Cassio Ferreira, pastor da Assembleia de Deus. Tanto que o aviso do ato concessório do passaporte foi impresso no Diário Oficial da União, de 18 de maio. 

O Itamaraty do novo Governo de poucas semanas, disse à imprensa ter se focado no 3º parágrafo do artigo 6º do decreto de 2006, que oficializa a emissão do passaporte para alguém, que apesar de não constar da lista dos favorecidos, poderá tê-lo “em função do interesse do país.” 

Daí o próximo passo é o questionamento do que o pastor faz de tão benéfico ao Brasil e ao seu povo?! Não há resposta! Pelo contrário, pois de acordo com a Procuradoria Geral da República, o pastor Samuel Ferreira, diretor do templo da Assembleia de Deus da cidade de Campinas (SP), recebeu um somatório de R$ 250 mil, provavelmente advindo na forma de propina de Eduardo Cunha do PMDB-RJ, que foi presidente da Câmara, denunciou Rodrigo Janot, procurador-geral da República ao Supremo Tribunal Federal. 

O numerário enviado à igreja de Ferreira faria parte dos US$ 5 milhões pagos a Cunha, porque esse último auxiliou na contratação de 2 navios-sonda para a Petrobras, reiterou o Ministério Público. 

Apesar de Cunha negar todas as acusações apresentadas, vale ressaltar que, Samuel Cássio Ferreira, o pastor da igreja citada em Campinas, tem “coincidentemente” por irmão carnal, a Abner Ferreira, o qual também é pastor da Igreja Assembleia de Deus Madureira no Estado do Rio de Janeiro, igreja essa que tem na lista dos seus membros, Eduardo Cunha como mais um fiel.

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Quanta coincidência!   #Corrupção #Crise-de-governo